Falando o mais rápido que posso – Lauren Graham (e eu também)

Paciência que o post hoje é longo! Vou dar meu review do livro autobiográfico de Lauren, falar, OBVIAMENTE, de Gilmore Girls, e ao final, mas não menos importante, falarei da minha visita à encantadora cidade de Stars Hollow! (ok, mentira… mas falarei um pouco da minha visita à Warner Bros Studio Hollywood, onde filmaram a série).

Vem comigo!

Lauren Graham é mais conhecida pela sua inigualável representação na TV como Lorelai, de Gilmore Girls, um seriado que fez muito sucesso nos anos 2000 (quando estreou) a 2007. Foram sete temporadas muito empolgantes, e vamos combinar que hoje em dia não se veem mais séries desse tipo.

Felizmente a Netflix não apenas disponibilizou as 7 temporadas, como ainda lançou Gilmore Girls: um ano para recordar, no final de 2016. Fãs foram ao delírio.

Mas Lauren Graham nesse meio tempo (de 2007 para cá) resolveu se aventurar por outros caminhos também. Além de atuar, Lauren passou a escrever. Autora de Quem sabe um dia, Lauren nos trouxe ainda um livro que não pode faltar na casa dos fãs de Gilmore Girls.

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FALANDO O MAIS RÁPIDO QUE EU POSSO: de Gilmore Girls a Gilmore girls e tudo no meio do caminho – livro autobiográfico de Lauren Graham

Com a mesma eloquência de Lorelai, nesse livro Lauren vai nos contar um pouco de sua vida, daquele jeito bem acelerado com o qual já estamos familiarizados, desde a infância até os dias atuais, um pouco de Gilmore Girls e “tudo no meio do caminho”. Eu não tenho esse talento todo de falar coisas importantes e ainda assim nos mínimos detalhes em poucas palavras, mas vou tentar, para passar aqui não só minhas impressões do livro, como também associar à minha feliz visita ao Warner Bros Studio, onde foi gravado Gilmore Girls: tal mãe tal filha, como Um ano para recordar.

Em 239 páginas, Lauren nos joga um milhão de informações, mas nenhuma delas me parece estar ali sobrando. Longe de ser prolixa, Lauren fala rápido, mas fala bem. Só cuidado para às vezes não perder alguma referência e junto perder a linha de raciocínio. Pode acontecer. Quem nunca se perdeu no raciocínio de Lorelai que o diga. Esse aviso estando dado, posso garantir que Lauren nos relata sua vida como quem conta uma história com um sorriso singelo no rosto e uma alegria de viver inegável. E não é para menos. Ela se considera muito sortuda por como as coisas foram lhe acontecendo ao longo de sua carreira.

Lauren segue uma ordem cronológica no livro, o que, apesar do seu ritmo frenético de narrar os fatos, facilita bastante a compreensão. Assim, de modo simples mas carinhoso,  ela começa nos contando um pouco de sua infância, que segundo ela é a fase de sua vida em que lhe “aconteceram algumas das coisas mais emocionantes.” Vou deixar os detalhes para ela mesma lhes apresentar quando vocês forem ler o livro. E, bom, já adianto que embora eu tenha dito que a história em si progrida de forma cronológica, é claaaro que Lauren vai divagar em momentos e momentos. Mas é tudo jogo rápido. É só o jeito divertido de Lauren se mostrando fora da personagem também.

Continuando a trajetória, Lauren tece suas memórias da adolescência, de forma bastante viva, quase como se estivesse na pele da Lauren teen novamente, e eu não pude discordar dela que “musicalmente, foi um ótimo momento para ser adolescente”. Um pingo de inveja se instalou em mim nesse momento. Mas tudo bem. YouTube está aí para todo esse clima “nostalgia” contagiar os mais propícios – como eu.

Avançando um pouco mais, chegamos à Lauren adulta, com seus sonhos de atuar. Assim como muitos artistas, ela começou no teatro, e dando muito duro em empregos alternativos para poder simplesmente sobreviver. Lauren nos conta com muita franqueza sobre um teste que ela chegou a fazer, desesperada para conseguir se tornar membro de um sindicato de atores de teatro, sem na época, entretanto, ter refletido muito sobre aquilo. O resultado, embora a tenha feito chorar, é que, a meu ver, fez ela amadurecer. E esse amadurecimento transparece inclusive na escolha de suas palavras, na forma que ela nos relata tal episódio, e da bela metáfora que nos apresenta para ilustrar seu pensamento. Foi nessa passagem que Lauren me ganhou incondicionalmente como fã.

Pulando bastante coisa, para não estragar toda a graça do livro, chegamos enfim em Gilmore Girls! Lauren assistiu às 7 temporadas para poder nos contar rapidamente suas impressões da série. E nesse capítulo encontramos várias curiosidades, que também vou deixar para o livro contar; pelo menos a maioria delas. Só queria compartilhar uma com vocês, porque não é bem uma curiosidade, já que um fã mais atento poderia ter notado – mas nem Lauren havia percebido até então: na terceira temporada, há um paralelo genial. A temporada inicia-se com Lorelai sonhando que está com Luke e encerra com Luke sonhando que está com Lorelai! Embora eu tenha me dado conta que ambos já tinham secretamente sonhado a mesma coisa, eu não tinha me ligado que isso aconteceu na mesma temporada, então foi legal da parte de Lauren ter mencionado isso.

Eu não sei quanto a vocês, mas embora eu tenha A-M-A-D-O a série Gilmore Girls, eu sempre achei que a última temporada (da série original) havia terminado MUITO sem cara de fim. Não aquele sem-fim que a gente espera que haja um retorno. Mas porque  achei que havia terminado de uma forma meio brusca, como se não tivessem refletido muito sobre o fim, e sem se preocupar de fechar todas as pontas abertas. Só eu fiquei com essa impressão? Espero que não. Porque há uma razão para essa estranheza toda no ar. Eu confesso que não assisti a Gilmore Girls na época, mas só com sua divulgação no Netflix. Então assisti basicamente um episódio atrás do outro, sem a longa espera entre uma temporada e outra, e talvez essa rispidez do último episódio tenha me sido mais evidente. De qualquer forma, a explicação é a seguinte: A Warner Bros havia se fundido à época com a UPN, dando origem a CW, e essa mudança empresarial vai refletir na qualidade da série. Amy Sherman-Palladino e Daniel Palladino não concordaram com os termos da renegociação e não quiseram abrir mão da série (certos eles, na minha opinião), e então vieram os novos produtores. Lauren e Alexis (que interpreta a querida Rory), dentre outros atores, continuavam na série, atuando ao máximo, sem saberem se podiam atuar como quem está dizendo adeus aos fãs ou não. Sim, porque nem os próprios atores sabiam se aquela seria de fato a última temporada ou não! Foi bem estranho para eles mesmos. E num determinado dia, de forma bastante repentina, Lauren toma conhecimento, através de sua agente, por telefone!, que a série havia acabado. Assim, sem muitas explicações, deixando todos perdidos. Inclusive os fãs, não é mesmo?

Hoje analisando, porém, Lauren acredita que isso tenha sido uma bênção. Porque facilitou a justificativa para haver um retorno da série. E eis que, depois de uma atribulada negociação, surge Gilmore Girls: Um ano para recordar, pela Netflix.

Antes de chegarmos ao retorno de Gilmore Girls, preciso brevemente falar sobre uma outra série que Lauren estrelou, para lhe fazer jus à forma carinhosa também que ela dedica parte do livro: Parenthood. Não conheço o seriado, mas fiquei curiosa para assistir, não apenas para poder desfrutar de mais alguns momentos da radiante atuação de Lauren, mas porque Lauren revela que as “horas em Parenthood foram algumas das melhores” que teve na vida. Nessa parte do livro, por eu não conhecer a série, meu destaque fica para um detalhe em específico: Lauren nos contando alegremente sobre o dia a dia das gravações de Parenthood tece um brevíssimo elogio aos hambúrgueres do In ‘n’ out. E sim, ela tem toda razão, os hambúrgueres deles são maravilhosos!

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Fica então aí uma indicação de um fast food imperdível se vocês foram para Los Angeles! Eu e meu marido já matamos a curiosidade logo no primeiro dia de viagem, porque havia uma loja perto do aeroporto, e pela hora que chegamos, era um dos poucos lugares que ainda estava aberto para podermos jantar (era mais de meia noite).


Ok, desviamos um pouco. Voltando para Gilmore Girls, Lauren ainda nos confidencia que tiveram de reconstruir tudo para gravarem Um ano para recordar, porque ninguém da produção ou mesmo do elenco havia guardado nada da série antiga. E eis que algumas dimensões das casas, cômodos, etc ficaram ligeiramente diferentes dos originais. Imperceptível para nós, mas para quem encenou por 7 anos naqueles lugares, teve  aquela estranha sensação de deja vú, em que tudo é igual mas também novo.

Ao fim do livro, Lauren compartilha conosco seu diário que manteve durante as gravações do novo Gilmore Girls. E eu PRECISO compartilhar isso, antes mesmo de vocês lerem o livro. Vocês provavelmente já viram o revival. Então sabem que são 4 minifilmes (de 90 min) que fazem as vezes de longos episódios, e cada um deles leva como título o nome de uma estação: winter, spring, summer, fall. E estão exatamente nesse ordem porque foi a música de Carole King (You’ve got a friend) que inspirou o nome dos episódios.

Winter, spring, summer, or fall, all you’ve got to do is call…

Para quem não sabe, Carole King é a compositora e intérprete da música de abertura de Gilmore Girls: tal mãe, tal filha (Where you lead) e também atua como Sophie, a dona da loja de músicas onde Lane vai treinar bateria.


Minha experiência em Stars Hollow… (ou na WB Studio Tour)

A partir de agora, deixe-me falar um pouco (e o mais rápido que eu puder) sobre minha experiência Gilmore.

Para quem não sabe, Stars Hollow é uma cidade fictícia. E ela é inteiramente cenográfica. Ou, no termo mais correto, é um back lot, onde várias outras séries também usam o mesmo espaço para gravarem. Quem quiser, e tiver a oportunidade, é possível ir conhecer onde as filmagens foram feitas. Para tanto, indico sem restrições o tour da Warner Bros Studio. Não é barato (U$62.00), mas se forem para Los Angeles, é um passeio que altamente recomendo, sobretudo para fãs de cinema. Eu também me decidi pelo passeio porque sabia que foi ali que haviam gravado Gilmore Girls dentre outras coisas que gosto muito (alguém disse Friends?). Para mais informações, acessem o site deles.

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Recomendo que comprem os ingressos com antecedência, com data e horário já reservados, do que simplesmente chegar lá e querer entrar. Fica um passeio mais bem assegurado, evitando-se dores de cabeça e porque você gastará no mínimo 3 horas nesse passeio, então, programe-se bem. Nós compramos os ingressos pelo próprio site, pagando em dólares mesmo, mas você também pode comprar pelo site do decolar.com. Fica a seu critério. Optamos pelo site da WB porque pudemos escolher o horário exato. Chegue com uma antecedência de pelo menos 15 min do horário agendado. Há estacionamento no local, que lhes custará $12.00 (valores em agosto/2017).

Antes do tour propriamente dito, fomos tomar café num Starbucks que fica dentro do complexo da Warner. Nosso passeio estava marcado para às 8:30. Como chegamos às 08:05, tivemos um tempinho para comer antes.

Assim que você entra no estacionamento, eles dão todas as informações sobre para onde você deverá seguir depois. Basicamente, você atravessa a rua do estacionamento, haverá estátuas do Pernalonga e Patolino, e mais à frente uma porta, onde farão inspeção nas suas bolsas e você passará por um raio X. Adentrando, à esquerda há banheiros (recomendado ir antes do passeio começar) e o Starbucks.

Apresente seus tickets para o pessoal, e eles lhe darão cartões com uma letra que identificará a qual grupo você pertence. Aguarde ser chamado, e… divirta-se!

Nenhum passeio pelo estúdio é igual ao outro. Depende muito do que está em alta, do que acabou de sair nos cinemas, etc. Essa é inclusive a promessa deles, de que cada passeio é diferente do outro. Eles foram bem pontuais, então, friso, não se atrasem!

Depois que eles chamam pela letra, há uma espécie de antessala onde exibem um vídeo com a Ellen, e os nossos guias se apresentam. Nosso guia se chamava Curtis, e ele era muito simpático. Logo que nos sentamos no carrinho, ele perguntou aos seus passageiros quais eram as séries e filmes favoritos. Responda-o! Nosso carrinho estava com passageiros bastante tímidos, e se eu (também muito tímida) não tivesse respondido, talvez eu viesse a me arrepender depois, pois me parece que o passeio vai se direcionando de acordo com as preferências de seus passageiros. Então, claro, eu disse “GILMORE GIRLS!”, já que ninguém mais se manifestou. A vantagem é que cada lugar que fomos passando, o Curtis foi explicando “aqui era o galpão da Sra. Patty… aquela esquina era onde funcionava o Luke’s Dinner… aqui é a casa de Sookie, etc”. E também parou no gazebo, perguntando se alguém queria ir até lá para tirar foto. De novo, só eu me manifestei (que pessoal mais morto do meu carrinho!). Mas no final outras pessoas também foram até lá tirar fotos. E gente, com o livro de Lauren, fiquei um pouco triste ao saber que o gazebo que eu fui na verdade também fez parte dos lugares que tiveram de ser reconstruídos para o revival. O gazebo então em que eu apareço na foto é de Um ano para recordar, e não o da série original. Foi maravilhoso estar lá, claro, mas ainda assim senti uma pontada de decepção. Novamente, culpa da fusão!

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Aliii na esquina mais longe é onde funcionava o Luke’s
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A casa de Sookie
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No gazebo ❤

Durante o passeio, entramos na casa que fez as vezes de casa de Lane e Antiquário da Mrs. Kim, e descobrimos que a mesma casa também serviu como casa de infância do Ross e Monica Geller, de Friends! Também fiquei sabendo que a neve que vemos no episódio Winter não era na verdade neve. Claro, estamos em Los Angeles, Califórnia, um lugar onde faz um calor incrível! Lauren em seu diário diz: “Não tenho ideia do que aquela neve é feita, mas de uma coisa tenho certeza: ainda tem um pouco daquilo grudado nas minhas botas Ugg, resquício da série antiga”. Bom, a essa altura do campeonato Lauren já deve saber, mas para vocês, posso lhes revelar que ela é feita de batatas! Pelo menos foi o que o Curtis nos falou.

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A casa que serviu de Antiquário e casa dos jovens Ross e Monica Geller (de Friends)
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Eu, na escada onde Ross senta-se desolado por não poder ir ao baile com Rachel (Friends)

Passamos por vários outros lugares legais, mas que gostaria de deixar para um próximo post e me ater a Gilmore Girls. Então, vou me encaminhando para os finalmentes.

Ao final do passeio, há uma lojinha de souvernirs (claro!) Não tem muita coisa de Gilmore Girls, infelizmente, mas eu comprei sim uma caneca de recordação do tour. E porque nunca vi nenhuma caneca bonita até hoje de Gilmore Girls. WB, eu daria muito mais dinheiro a vocês se pudesse! Porque a vontade de levar lembrancinhas para casa foi quase irresistível! O passeio terminou e fomos embora já era umas 11:30. Foi muito proveitoso e ficamos encantados com a magia de Hollywood! Meu sonho agora é poder visitar o de Londres, e conhecer a parte dedicada a Harry Potter. Não custa nada sonhar. Sonhar e lutar por isso pode te levar a lugares incríveis. E tenho certeza que Lauren Graham concordaria comigo.

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Informações adicionais do livro:

Título original: Talking as fast as I Can: From Gilmore Girls to Gilmore Girls (and Everything in Between)

Publicado no Brasil pela editora Record, em 2016.

ISBN: 978-85-01-10874-6


Informações adicionais do Warner Bros Studio Tour – Hollywood:

Preço para adulto (a partir de 13 anos): U$ 65.00, ou pelo site, com desconto, U$ 62.00

Preço para crianças (8-12 anos): U$ 55.00

Tours disponíveis em inglês e espanhol (este com horários mais restritos)

Os horários de início de tour vão das 08:00 às 15:00, mas só encontraram todos os horários se comprarem com bastante antecedência. A diferença de cada início de tour é de 30 em 30 minutos, mas, como disse lá em cima, o passeio pode levar até umas 3 horas.

Crianças não são permitidas sem supervisão de adultos.

Não é permitido filmar durante o passeio. Pode-se, entretanto, fotografar, com exceção de lugares que serão indicados pelo próprio guia.

Farei um post futuramente com outras coisas que vimos no tour. Aguarde!

4 comentários Adicione o seu

  1. Monica disse:

    SHOW!!! Sempre viajo ao ler suas postagens!!!! 🔝🔝🔝🔝🔝🔝

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