Review: My Grandmother Asked me to Tell you she´s Sorry (Minha Avó Pede Desculpas)

[For English review, scroll down.]

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Sinopse:

Uma história emocionante sobre vida e morte, família e amizade, realidade e fantasia, e sobre o direito de ser diferente, narrado sob o ponto de vista de uma precoce menininha de 7 anos. No livro, o segundo do autor do best-seller internacional Um homem chamado Ove, adaptado para o cinema com Tom Hanks no papel principal, a protagonista é Elsa: dona de uma maturidade e inteligência acima da média, a pequena fã de Harry Potter adora corrigir a gramática de todos a sua volta. A única amiga de Elsa é a sua excêntrica avó de 77 anos, capaz de assaltar um jardim zoológico porque a neta está triste, fumar em lugares proibidos, andar nua na varanda e pregar valentes sustos nos seus vizinhos. Quando a avó morre e deixa uma série de cartas pedindo desculpas a todas as pessoas com quem já errou, tem início a maior aventura da vida de Elsa.

Minha avó pede desculpas é contado com a mesma precisão cômica e emoção características do autor best-seller de Um homem chamado Ove. É uma história sobre vida e morte, família e amizade, realidade e fantasia, e sobre um dos direitos humanos mais importantes: o de ser diferente.

Minhas Impressões:

Para quem não sabe, este é o segundo livro do autor Fredrik Backman que tenho o prazer de ler. Fredrik Backman é um autor sueco, conhecido mais pelo livro Um Homem Chamado Ove (tem resenha dele aqui), que inclusive já teve uma adaptação cinematográfica também sueca. Indico tanto a leitura do livro quanto o filme!

Embora seja apenas meu segundo contato, eu já estou com a minha convicção formada, e o veredito é: quero ler tudo o que esse homem escreve! 

Ele ainda não conseguiu desbancar meu autor favorito, que continua sendo o John Boyne, mas ele está ali, encostado, no degrau logo abaixo. E por que já gosto tanto de Backman? Bom, são vários motivos, mas vou enumerar alguns, sem nenhuma ordem específica:

  1. Ele escreve histórias dramáticas, que são as que eu mais gosto, tanto para filmes quanto para livros;
  2. Ele me convenceu, com essa segunda leitura, que tem um estilo versátil de escrita. Enquanto Um Homem Chamado Ove tem pontuações muito bem pensadas, com frases curtas e de efeito, Minha Avó Pede Desculpas tem um estilo mais fluido, com parágrafos mais longos, além de trabalhar com uma protagonista criança (Elsa), enquanto Ove é um protagonista de terceira idade;
  3. Apesar dos estilos diferentes de escrita, ele, para mim, tem as melhores quotes (citações) da vida. Vou trazer algumas para vocês, mas apenas em inglês, já que o livro foi traduzido pela Editora Rocco, e não me sinto à vontade de fazer uma livre tradução, uma vez que só tenho uma edição em inglês.

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Agora, falando propriamente de Minha Avó Pede Desculpas

Sei que sou uma “manteiga derretida, mas eu não imaginava que iria chorar tanto lendo esse livro, até porque eu só chorei nas últimas cento e poucas páginas. Como demorou para eu chorar, de certa forma, eu achei que estava “segura”, mas acho que eu abaixei a guarda, e fui pega de surpresa. A verdade, porém, é que Backman é bom nisso, em emocionar as pessoas, em assolar seus corações. Já pus uma coisa na cabeça: se for para chorar com algum livro, que seja então com os livros desse cara.

É impossível ler esse livo e não pensar nas muitas pessoas que vivem à nossa volta, e de como cada uma delas tem suas próprias histórias e de por que elas são como são, o que as fez se tornarem desse ou daquele jeito.

A história me lembrou bastante o filme “Peixe Grande”, que, diga o que vocês quiserem, é um dos filmes que eu mais amo. Ainda assim, gostei mais deste livro que de Peixe Grande. A avó de Elsa era sua única amiga antes de morrer, e ela lhe contava contos de fadas, sobre 6 reinos da Terra-dos-quase-despertos. Mas quando avó de Elsa morre, e lhe incumbe de uma tarefa muito importante, a de entregar cartas com pedido de desculpas por seus erros a algumas pessoas, Elsa vai, não apenas fazer novos amigos, como descobrir que todos aqueles contos de fadas tinham uma inspiração bem real. E é lindo como realidade e contos de fadas se cruzam nessa história.

Não gosto de todos os personagens do livro, mas é possível entendê-los, entender seus motivos. E, alguns, depois que passamos a entendê-los, fica difícil não gostar um pouco que seja deles. Meu personagem favorito é o Alf, porque ele é ranzinza e rabugento, tal como Ove. Os personagens têm todos alguma qualidade, que Elsa chama de “super-poder”, porque, afinal, segunda ela, toda criança de sete anos merece um super herói. Elsa, claro, também é uma protagonista com muitos atrativos, principalmente se, assim como eu, você também ame protagonistas crianças. Mas Elsa é uma criança diferente. E ela é perseguida na escola por isso. Ela é vegetariana, se preocupa com o meio ambiente, adora o spiderman, é fã de Harry Potter, e classifica os quadrinhos da Marvel como “literatura de qualidade”. Outra personagem que eu gostei e considero muito emblemática é a Britt-Marie. Todo mundo deve ter uma Britt-Marie em suas vidas. É preciso compreendê-las, e, se possível, amá-las. Britt-Marie também cita uma frase de uma peça chamada Dr. Glas, que achei linda e adorei conhecer. Vou deixar junto nos quotes ao final do post.  O melhor de tudo é que minha curiosidade sobre Britt-Marie poderá ser saciada! Já tem, em inglês, um livro chamado “Britt-Marie was here” (Britt-Marie esteve aqui, numa livre tradução), e claro que ele já está na minha wishlist!

Enfim, este é um livro para se refletir sobre muitas coisas: sobre ser diferente, sobre amizades, sobre nossa existência e nossa marca neste mundo, sobre a morte, e, claro, sobre o perdão. Eu amei o livro, e já recomendo a leitura para todos, sem restrições. Mesmo que você não considere quadrinhos de quem quer que seja como literatura de qualidade.


Informações sobre a edição em Português (Brasil):

Capa comum: 384 páginas

Editora: Fábrica 231; Edição: 1ª (8 de outubro de 2018)

ISBN-10: 9788595170490 – ISBN-13: 978-8595170490



[ENGLISH REVIEW]

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Synopsis:

Elsa is seven years old and different. Her grandmother is seventy-seven years old and crazy—as in standing-on-the-balcony-firing-paintball-guns-at-strangers crazy. She is also Elsa’s best, and only, friend. At night Elsa takes refuge in her grandmother’s stories, in the Land-of-Almost-Awake and the Kingdom of Miamas, where everybody is different and nobody needs to be normal.

When Elsa’s grandmother dies and leaves behind a series of letters apologizing to people she has wronged, Elsa’s greatest adventure begins. Her grandmother’s instructions lead her to an apartment building full of drunks, monsters, attack dogs, and old crones but also to the truth about fairy tales and kingdoms and a grandmother like no other.

My Grandmother Asked Me to Tell You She’s Sorry is told with the same comic accuracy and beating heart as Fredrik Backman’s bestselling debut novel, A Man Called Ove. It is a story about life and death and one of the most important human rights: the right to be different.


My Impressions about the book:

This is the second time I read a book from Fredrik Backaman, the swedish  author of “A Man Called Ove”. I loved so much my previous reading I got to choose another book by Backaman and here I am, again falling in love with his beautiful writing.

And though it’s just my second book of his, I’ve already made up my mind about him: I want to read everything this man writes. He hasn’t topped the position of my favorite author, which is John Boyne, but he certainly stands right there on the next step down.

Well, there are many reasons why Backman stole my heart. I’ll number some of them:

  1. He writes drama, which is my favorite genre of books and movies since the very beginning of times;
  2. He showed he does have a versatile performance, writing in different styles. In A Man Called Ove, he employs a very punctuated style, with many short periods and paragraphs. On the other hand, we can see in My Grandmother Asked me to tell you she´s sorry, a very fluid writing, with longer sentences and paragraphs. Also, we have an old man as a protagonist on the first book, and a little child (almost turning eight in the beginning of the story) on the second one;
  3. His books surely have the best quotes ever. I’ll bring you some of them at the end of the post.

Ok, let’s talk about the book itself.

I know I cry very easily, but I’d already read more than two hundred of pages and I didn’t have a single teardrop on the corner of my eyes. Then I thought to myself  “oh, ok, I’m fine. It won’t make me cry this time”. Oh, how was I so wrong? How had I misjudged Backman’s power? Truth being told, Backman knows how to make you cry. He’s good at it. But you know, I decided that if I ever want to cry reading again, and I mean it as a choice, I want to cry reading his books.

This book somehow reminded me of the movie Big Fish, because we’ll also deal with made up stories vs the real world. I should say: I liked this book better. While in the movie we watch a son angry with the hyperbolic stories of his father, in this book we see a grandchild enchanted with the fairy tales her grandma has been telling her since ever. The child’s name is Elsa. She’s different. She is bullied. She’s vegetarian, worried about environment issues, likes Spiderman, great fan of Harry Potter and qualifies Marvel Comics as “good literature”. Her only friend is her grandmother, and she told Elsa once that in the Land-of-Almost-Awake, the normal is to be different. But then grandma dies, and she entrusted Elsa with a very important task: to deliver her letters apologizing to people she has wronged. Trying to accomplish this task, Elsa will not only make some new friends, but also find out about the inspiration for grandma´s fairy tales.

It’s so beautiful to see how those fairy tales and the reality intertwine. And all those people Elsa will have the chance to get to know better… well, it’s impossible not to like them at some point. Not all, in fact, but most of them. My favorite character is Alf, who’s grumpy (like Ove), but with a great heart. And there’s that Britt-Marie, who’s also grumpy, but umbearable. But while Elsa fulfills her task, we come to understand why people are as they are and why they became like that. Even Britt-Marie. At the end, Britt-Marie remained as the most emblematic character for me, which is indeed a good thing, as Backman wrote a book intitled “Britt-Marie was here”, and I can’t wait to read it and discover more about this woman’s life!

This is a book that will make you reflect on many things: about being different, about friendship, about life and our existence, about death and, of course, about forgiveness. It’s a book I recommend with no restrictions, for everyone, even if you don’t quite agree that comics should be considered as good literature.


Quotes:

“Having a grandmother is like having an army. this is a grandchild´s ultimate privilege: knowing that someone is on our side, always, whatever the details. Even when you are wrong. Especially then, in fact”.

 

“No one normal has ever changed a crapping thing”.

 

“[…] improbable tragedies create improbable superheroes”.

 

“If you don´t like people, they can’t hurt you. Almost-eight-years-olds who are often described as “different” learn that very quickly”.

 

“”We want to be loved”, quotes Britt-Marie. “Failing that, admired; failing that, feared; failing that, hated and despised. At all costs we want to stir up some sort of feeling in others””.  – Britt-Marie quoting Dr. Glas

 

“It is very, very difficult to be the one who has to stay behind and live without them”.

 

“[…] nothing really ever completly dies. It just turns into a story, undergoes a little shift in grammar, changes tense from “now” to “then”.

I hope you liked the quotes and that they somehow managed to spark your curiosity so you read the book.

See you on my next English reading.


Book info:

Paperback: 400 pages

Publisher: Washington Square Press; Reprint (April, 5, 2016)

Language: English (US)

ISBN-10: 1501115073 – ISBN-13: 978-1501115073

4 comentários Adicione o seu

  1. Adoro um drama! Tenho certeza que esta é uma leitura que irei amar. ♥

    Curtido por 1 pessoa

    1. Isa Ueda disse:

      Acho que irá gostar muito! ❤️

      Curtido por 1 pessoa

  2. Monica disse:

    Quero ler este livro. Adoro dramas.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Isa Ueda disse:

      Com certeza darei um jeito para que leia

      Curtir

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