Resenha: As Mil Partes do Meu Coração – Colleen Hoover

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Olá, leitores!

Depois de ver e ouvir tanta gente sempre falando da Colleen Hoover, eu finalmente li um livro dela! Não sem a ajuda de algumas amigas, claro, a Marie e a Frã.

A ideia inicial era fazermos uma leitura conjunta para depois nos encontrarmos (e nos conhecermos pessoalmente) e conversar sobre o livro. Infelizmente, o nosso encontro acabou não saindo, mas não tem problema. Outras oportunidades virão, e bom… vamos compartilhar nossas impressões com vocês do mesmo jeito.

Da Frã, quem quiser, pode clicar aqui e ver o post dela sobre o livro no IG. Da Marie, vou deixar o link do blog e do IG dela por enquanto.

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Sinopse:

Para Merit Voss, a cerca branca ao redor da sua casa é a única coisa normal quando o assunto é sua família, peculiar e cheia de segredos. Eles moram em uma antiga igreja, batizada de Dólar Voss. A mãe, curada de um câncer, mora no porão, e o pai e o restante da família, no andar de cima. Isso inclui sua nova esposa, a ex-enfermeira da ex-mulher, o pequeno Moby, fruto desse relacionamento, o irmão mais velho, Utah, e a gêmea idêntica de Merit, Honor. E, como se a casa não tivesse [sic] cheia o bastante, ainda chegam o excêntrico Luck e o misterioso Sagan. Mas Merit sente que é o oposto de todos ali. Além de colecionar troféus que não ganhou, Merit também coleciona segredos que sua família insiste em manter. E começa a acreditar que não seria uma grande perda se um dia ela desaparecesse. Mas, antes disso, a garota decide que é hora de revelar todas as verdades e obrigá-los a enfim encarar o que aconteceu. Mas seu plano não sai como o esperado e ela deve decidir se pode dar uma segunda chance não apenas à sua família, mas também a si mesma. As mil partes do meu coração mostra que nunca é tarde para perdoar e que não existe família perfeita, por mais branca que seja a cerca.

Minhas impressões:

Minha primeira experiência com Colleen Hoover pode não ter sido fenomenal, como muitas pessoas haviam me prometido. Provavelmente seja um pouco culpa das altas expectativas que eu havia estabelecido. Mas foi, sem dúvida, uma experiência muito positiva!

Eu confesso que terminei o livro sem gostar de Merit. É difícil isso acontecer comigo, terminar um livro sem gostar da protagonista, mas isso não quer dizer que eu não sinta empatia por ela. Merit me pareceu daquelas pessoas que sempre ficam revirando os olhos para tudo que os outros ao seu redor fazem, e sendo por vezes um pouco egoísta, achando que ninguém liga para ela e que os outros fazem coisas horríveis, mas nunca tentando entender o lado delas, nunca tentando saber o lado delas da história. Também a achei um pouco autodestrutiva, e, sinceramente, se fosse na vida real, embora alguém como ela me despertasse curiosidade e compaixão, seria alguém de quem eu acabaria me afastando aos poucos, por medo de sucumbir junto numa caminhada autodestrutiva.

Levando tudo isso para um lado mais crítico em relação à escrita, é indiscutível que a personagem é muito bem construída e que ela desperta algum tipo de sentimento no leitor. Em mim, infelizmente, despertou essa sensação ruim toda que descrevi acima.

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Mas há outros personagens muito cativantes também. É o caso de Sagan, que já virou tipo um crush literário meu hahahaha. Ele é, para mim, o melhor personagem do livro. Com certeza uma pessoa muito melhor que eu mesma, ainda que fictício. Com uma personalidade gentil, compreensiva, amiga e madura, é ele quem torna a leitura não apenas mais leve, mas também instigante (já que queremos descobrir logo qual é a dele), além de transformadora, pois é ele, com a ajuda também de Luck, que ajuda Merit a enxergar as coisas de uma outra perspectiva.

Falando em perspectiva, uma das muitas coisas amei no livro foi a historinha que Sagan escreveu para Moby, chamada “A Perspectiva do Rei”. Eu não sei vocês, mas eu amo livros que têm historinhas dentro da história em si. Embora “A Perspectiva do Rei” tenha sido escrita para uma criança, ela me pareceu uma metáfora essencial no livro.

A melhor citação do livro também vem de Sagan:

Nem todo erro merece uma consequência. Às vezes a única coisa que ele merece é o perdão.

Luck é meu segundo personagem favorito do livro. Ele traz uma veia cômica necessária ao livro, em meio a tantos problemas e também diz coisas muito sensatas que fazem Merit refletir bastante, mesmo ele sendo uma das pessoas mais esquisitas que Merit já conheceu.

Outro ponto muito positivo do livro é que ele toca em temas muito relevantes, como saúde mental e a importância do diálogo, da confiança e do bom relacionamento entre os familiares. No começo, eu estava achando tudo muito forçado e isso estava me desagradando, mas quando fui entendendo que havia um algo a mais, eu simplesmente passei a devorar o livro para descobrir logo a motivação e a história pessoal de cada personagem. No final, o que se percebe é que, realmente, não existe família perfeita, mas é mais fácil conviver quando não há segredos entre os familiares.

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O livro leva o selo Galera do Grupo Editorial Record, que é o selo da editora voltado para o público jovem. Embora voltado para esse público, que com certeza deveria ler este livro, As Mil Partes do Meu Coração é uma leitura muito proveitosa para maiores de 20 anos e adultos em geral (eu com meus 30 anos que o diga!). Por tratar de temas difíceis e que ainda têm muito preconceito (saúde mental, homossexualidade, etc) é um livro de fácil assimilação e gerador de empatia, que acredito serem características essenciais em livros formadores de jovens leitores.

Espero poder ler outro livro da CoHo, e espero que a próxima leitura seja ainda mais positiva! Já peguei algumas dicas de leituras (É assim que acaba é o mais cotado), mas você pode tentar me convencer a ler outros também! Deixe aí suas dicas e argumentos nos comentários!


Informações adicionais sobre o livro:

Capa comum: 336 páginas

Editora: Galera; Edição: 1ª (5 de novembro de 2018)

ISBN-10: 8501115746 – ISBN-13: 978-8501115744

Título Original: Without Merit

7 comentários Adicione o seu

  1. Depois de tanta gente resenhando e indicando ” É Assim que Acaba”, eu fiquei mega curiosa pra conhecer a escrita dessa autora. Quem sabe eu não inclua ele na minha listinha para as próximas compras. 💛💛💛

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    1. Isa Ueda disse:

      É o próximo dela que irei ler. Só não sei quando 😅

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  2. literalmentemarie disse:

    Senti a mesma coisa! Eu gostei da escrita dela e tudo mais, sabe? Mas, a gente se irrita mto com a Meridit hahaha quero ler mais livros dela pra ver se a visão continua a mesma. Espero q nosso café saía ❤

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  3. Monica disse:

    De fato, não há família perfeita. Mas, o que seria perfeição?

    Assim como varios conceitos, a perfeição não escapa das referências e valores que cada um desenvolve ao longo do tempo/vida.

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  4. Oies Isa! Ah estava esperando pela suas impressões sobre a CoHo hahaha. Eu ainda não li esse livro, mas quero muito. Tem alguns livros dela que eu não gosto, dá vontade de dar um soco na cara dos personagens por tanta idiotice, mas são histórias que nos prendem tanto, que mesmo sem gostar do desfecho e/ou desenvolvimento a gente fica envolvido, quer saber qual o mistério por trás, porque com Colleen Hoover sempre tem um plot twist que nos joga de cara no chão, rs.

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    1. Isa Ueda disse:

      Ah, bom saber que Vc também tem todas essas sensações! Me dá mais ânimo de insistir e tentar outro livro dela 😊 e é verdade, a gente fica preso na leitura do começo ao fim.

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