Cerberus: A Ascensão da Trindade – Jefferson Lessa

A meta de leitura de nacionais está realmente a todo vapor! Mas o que muito tem contribuído para isso são as lindas parcerias feitas diretamente com alguns autores!

O livro da vez foi Cerberus, do Jefferson Lessa, inclusive conterrâneo meu dessa cidade linda que é Londrina/PR. Mais uma vez, agradeço imensamente a confiança no meu trabalho. Mas devo dizer que são escritores como você que me fazem voltar à literatura brasileira com o ânimo revigorado.

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Sinopse:

Imagine um mundo onde todas as lendas e mitos folclóricos podem ser reais.

Em 2021, a detonação de uma ogiva nuclear no leste europeu interrompe uma era de prosperidade e afunda a humanidade em uma nova Guerra Fria. Na busca pelos culpados, o caos encontra terreno fértil para alastrar terror e morte pelos quatro cantos do globo.

Contudo, o que vem a ser percebido é que, no fatídico dia, a bomba não abalou somente as fundações do planeta, como também rasgou o tecido que separava o real do sobrenatural; trazendo a tona seres que antes pertenciam somente aos piores pesadelos das pessoas.

Cabe à Cerberus, um recém-criado grupo de ocultistas, um dos únicos desprovidos de intenções sórdidas, desafogar o mundo da crise em que se encontra e combater o fim dos tempos que se anuncia para a espécie humana.


Se eu pudesse resumir esse livro em apenas uma palavra, ela seria épico!

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Começando pelo projeto gráfico, só tenho elogios a tecer. As ilustrações já capturam a essência da obra desde o primeiro vislumbre; basta um lançar de olhos à capa para supormos que a Terra está prestes a viver um pesadelo neste enredo. Grandes editoras muitas vezes não são dignas de um projeto tão bem elaborado como o da equipe que trabalhou em Cerberus, motivo pelo qual felicito a todos que dele participaram.

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Quanto à escrita, achei-a muito aprazível. O autor até me deixou bastante à vontade para que eu fosse fazendo perguntas caso necessário. Bom, pelo menos nesse quesito, eu não tive problema algum. Por escassez de tempo da qual creio que muitos como eu sofram, havia dias em que eu não conseguia sequer pegar o livro para ler, mas nas poucas vezes que o fiz, devorei páginas e páginas de uma só vez, tão instigante foi a leitura. E, claro, uma revisão de altíssima qualidade só veio a contribuir ainda mais na experiência.

Eu costumo ler muitos livros bem parados, que não envolvem uma verdadeira trama, e que muita gente pode achar demasiado estático (ou simplesmente maçante). Eu não tenho muito problema com isso. Mas se você não for como eu, e é de tensão que você gosta, então eu indico que leia Cerberus, porque ele assume um ritmo frenético do começo ao fim.

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A história se inicia em Chicago, com um velho necromante e ainda bastante pretensioso, Enzo Giovani, fitando uma chuva torrencial do topo de sua luxuosíssima cobertura. Mas não estamos falando de uma tempestade qualquer, pelo menos não aos olhos de ocultistas como Enzo, que sabia que o fenômeno aparentemente tido como uma ação da natureza era na verdade um sinal de que havia algo de errado com o Tecido da Realidade. Enquanto a empregada de Enzo vira apenas uma tempestade de raios violentos, Enzo vira uma legião de Infernais alados e disformes. Era preciso tomar alguma atitude, caso contrário, a Terra se tornaria um Inferno, e não seria no sentido metafórico.

Enzo parte imediatamente para Londres, onde conhece dois jovens extraordinários, um demonologista e uma tecnocrata, que vão baixar um pouco a bola do velho, mas nem tanto… São eles, respectivamente, Átila e Elise. Juntos, os três acabam fundando a Cerberus. Seu surgimento de forma um tanto quanto espontânea e despretensiosa parece ser justamente o que dá ao trio legitimidade para que sejam os candidatos ideais de um novo grupo de ocultistas a tentar separar o mundo real dos terrores do mundo sobrenatural.

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De Londres eles vão a tantas partes do mundo quanto se possa imaginar, e o leitor não encontra muitos momentos para respirar aliviado. Apesar do gênero (fantasia sobrenatural) e do tema obscuro, eu me diverti horrores (sem trocadilhos) com o livro. Não no sentido cômico, mas como uma opção de entretenimento puro.

Os personagens, cada um à sua maneira, são também muito cativantes, e, ainda, os “dog lovers” (amantes de cães) vão se deleitar com o livro por uma particularidade muito surpreendente. A personagem com a qual eu mais me identifiquei foi com Elise, não simplesmente por ela ser mulher, mas porque ela é alguém sempre alto astral e que mesmo em momentos de tensão consegue driblar aborrecimentos pessoais e focar na solução de problemas mais importantes. Sendo uma tecnocrata, sua força sobre-humana parece simbolizar bem também sua força de vontade e determinismo. No fim, porém, não conseguiria imaginar um grupo mais dinâmico e curioso que esse trio. Personagens com atributos e personalidades tão distintos sempre tornam qualquer história mais interessante, e Jefferson sabe tirar bom proveito da singularidade dos membros da Cerberus.

O único problema com o qual me deparei ao findar o livro é ter de aguardar o próximo.  Mas esse tipo de problema nunca é ruim de verdade, certo?


Jefferson Lessa é formado em jornalismo e sempre foi apaixonado por comics, animes, livros de fantasia, RPG, etc., teve influências de grandes nomes como Mary Shelley, Oscar Wilde, Tolkien, Bram Stoker, H.P. Lovecraft e outros. Dos que citei, confesso que apenas nunca li nada de Lovecraft, embora seja bastante evidente a influência do autor na obra, já que o autor é inclusive mencionado.

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Informações adicionais sobre o livro:

Capa comum: 354 páginas

Editora: Jefferson Aranda Lessa

ISBN-13: 9788590740728

Disponível em:

Amazon: compre aqui (e-book)

PagSeguro: compre aqui (físico)

 

2 comentários Adicione o seu

  1. Realmente a edição é belíssima e a história bem instigante. Gostei muito da resenha. ♥

    Curtido por 2 pessoas

    1. Isa Ueda disse:

      Linda, né? 😊 Fico feliz que tenha gostado da resenha, foi uma leitura divertida rs

      Curtido por 1 pessoa

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