Dia Mundial do Livro – 23 de abril

Hoje, dia 23 de abril, celebramos o Dia Mundial do Livro. Sim, claro que esse dia existe, contemplando um sentimento compartilhado por todas as pessoas que amam ler: incutir no outro um desejo de também se tornar um leitor.

Pensando nisso, resolvi trazer alguns trechos de livros que li que evidenciam essa paixão por livros e o poder da leitura. Espero que gostem.

“Um local de acolhida é igualmente encontrado: os livros lidos são moradas emprestadas onde é possível se sentir protegido e sonhar com outros futuros, elaborar uma distância, mudar de ponto de vista. Para além do caráter envolvente, protetor, habitável, da leitura, uma transformação das emoções e dos sentimentos, uma elaboração simbólica da experiência vivida tornam-se em certas condições, possíveis.” (In: A Arte de Ler ou como resistir à adversidade – Michèle Petit, p. 284)

 

“O ofício do poeta é, pois, o mais elevado de todos […]. Suas palavras chegam aonde outras não conseguem. Uma tola canção de Shakespeare toca mais os pobres e os perversos do que todos os pregadores e filantropos do mundo.”  (In: Orlando: uma biografia – Virginia Woolf, p. 116)

 

“Andou até o começo e fez tudo de novo, dessa vez muito mais devagar, com a mão virada para frente, deixando a palma sentir o pequeno obstáculo de cada livro. Parecia magia, parecia beleza, enquanto as linhas vivas de luz brilhavam de um lustre. Em vários momentos, Liesel quase puxou um título do lugar, mas não se atreveu a perturbá-los. Eram perfeitos demais.”  (In: A menina que roubava livros – Markus Zusak, p. 127).

 

“Eu buscava entre meus livros conforto e encorajamento.

“E subitamente percebi uma melodia infinitamente delicada… Ela vinha das prateleiras, das vitrines, de todos os recantos onde os livros levavam sua vida misteriosa.

“Eu estava ali, escutando…

“Era a voz dos poetas, seu consolo fraterno à minha enorme aflição. Elas tinham ouvido o chamado da amiga e despediam-se da pobre livreira despojada de seu reino.” (In: Sem lugar no mundo: relato de uma livreira judia em fuga na Segunda Guerra Mundial – Françoise Frenkel, p. 41)

 

“Tentei  muitas vezes procurar atrás da sofisticação dos anos o encantamento que encontrava com tanta facilidade naqueles presentes. A essência escapa, mas a aura permanece. Ter permissão, não, ser convidada a compartilhar das vidas particulares de estranhos, compartilhar suas alegrias e medos, era uma chance de trocar o vermute amargo sulista por uma caneca de hidromel com Beowulf ou uma xícara quente de chá com leite com Oliver Twist. Quando falei em voz alta “Esta é, com certeza, a melhor coisa que eu faço, que eu já fiz…”, lágrimas de amor encheram meus olhos pelo meu altruísmo.” (In: Eu sei por que o pássaro canta na gaiola – Maya Angelou, p. 125)

E você tem algum trecho de livro que demonstre esse encanto pela leitura? Deixe ele nos comentários para mim!

Feliz Dia do Livro, leitores!

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