Meu 1º mês como mãe e as leituras

Sempre vi muito que as blogueiras de moda/beleza/lifestyle, depois que ganham filhos, gostam de contar suas experiências como mãe nos primeiros dias ou meses, relatando, por exemplo, se conseguiram manter sua rotina de skin care, de roupas bonitas e práticas para amamentar, de acessórios ou itens que foram muito úteis para se adaptarem à nova realidade, etc. E bom, eu, como alguém que mantém um blog sobre livros, quis trazer o relato do meu primeiro mês como mãe e minhas leituras.

Antes de mais nada, porém, gostaria de deixar muito claro que cada bebê é único, e que, portanto, não se deve jamais comparar a realidade de uma mãe com a de outra. Pode ser que, como mãe, a mulher tenha de lidar com muito palpite e, por mais bem intencionadas que as pessoas à sua volta estejam, ao contrário do que pode parecer, em vez de demonstrar apoio e suporte, esse monte de opinião alheia pode acabar sufocando a nova mamãe num momento tão delicado. Digo por experiência própria, porque senti que quando o bebê chorava, com o “achismo” dos outros, a culpa/responsabilidade sempre recaía sobre mim, e muitas vezes me senti desnecessariamente sobrecarregada, e no fim, era eu quem tinha de chorar, frustrada, me sentindo uma péssima mãe (o que, obviamente, não é verdade). Assim, esse post deve ser encarado como mera curiosidade e, quem sabe, uma espécie de conforto, já que a intenção aqui não é sair dizendo COMO, QUANDO ou POR QUE a mãe deve fazer isso ou aquilo para/com seu bebê, e sim compartilhar, com quem tiver interesse, minha experiência neste primeiro mês. Quem sabe alguma nova mamãe encontre aqui alguma semelhança, com suas próprias dúvidas, inseguranças e fique mais tranquila? Acredito que essa é a melhor forma de encontrar apoio: quando a própria mãe vai atrás, e não através de palpites dados sem sua requisição.


Quando estava grávida, uma preocupação que eu tinha muito era se conseguiria manter minhas leituras. E, antes de que você, leitor ou leitora me julgue por isso, espero que entenda que encaro os momentos de leitura como um momento só para mim. Há mulheres que se preocupam, por exemplo, se irão conseguir manter o corte e a cor do cabelo em dia, as unhas bonitas, a rotina de beleza, etc. Acho todas essas preocupações extremamente válidas, porque, afinal, ser mãe torna a mulher outra pessoa, sim, mas não lhe dá a exclusividade de ser apenas mãe ela continua sendo uma pessoa, com necessidades, desejos, opiniões e vida própria. E, no meu caso, portanto, minha dúvida era se eu conseguiria ter esses momentos de leitura que considero importantes para definir como me vejo como pessoa: além de mãe, agora, leitora também.

E a resposta é sim. Consegui manter minhas leituras nesse primeiro mês, ainda que eu tenha tido que me adaptar um pouco. Que adaptações foram essas?

  • Mudar o formato do livro

Isso já veio um pouco desde a gravidez. Livros físicos tornaram-se mais difíceis de se ler. Calhamaços, então, nem me diga. O livro físico requer as duas mãos livres para se ler, e com um bebê (que passa muito tempo no colo, seja para dar carinho, dar de mamar, arrotar, seja dormindo), boa parte do tempo com as mãos totalmente livres para tal fim fica prejudicada. Assim, passei a ler majoritariamente e-books, no app do Amazon Kindle, em vez de no próprio Kindle, e explicarei em outro ponto por quê.

  • Menos é mais

Algo que eu já havia deixado bem claro para mim, entretanto, é que o ritmo não seria mais o mesmo de antes, e que tudo bem, afinal, leitura não é quantidade e sim qualidade.

Durante a quarentena, na gravidez, foi a época em que mais li, já que não saía de casa praticamente e uma das opções de passar o tempo me distraindo era a leitura. Mas, com a chegada do meu filho, esse tempo todo à disposição foi muito bem ocupado, claro. Então, apesar de conseguir ler com frequência (leio todos os dias), não dá, claro, para passar horas lendo, o que me leva ao próximo ponto.

  • Não ter um horário específico para leitura

Sempre gostei muito de ler de manhã, depois de tomar aquele café da manhã (sou dessas que precisa comer bem logo que acorda, senão o dia não começa bem) e antes de dormir, pela noite. Isso não é mais possível, pelo menos não o tempo todo.

O que eu não disse até agora, na verdade, é quando faço minhas leituras. Na maior parte das vezes: enquanto amamento o bebê ou o coloco para arrotar. Porém, não foi assim desde o começo. Dar o peito para o bebê não é instintivo, como muitos podem imaginar; requer um aprendizado tanto da mãe quanto do bebê, e, por isso, precisei de um tempo para me adaptar à amamentação, que exigia toda minha atenção no começo. Além das dores, na primeira semana em especial, há também o fato de que o ato em si é um momento muito especial de contato para a mãe e o bebê, e deve ser apreciado, curtido e vivido com muito amor e carinho. Assim, ainda que eu aproveite muito desses momentos para ler, não o faço sempre, porque é realmente muito gostoso e gratificante ver as bochechinhas do meu filho se inflando e ele se alimentando, e sei que um dia vou sentir saudade dessa fase.

  • Tudo num só lugar

E como aproveito para ler na maioria das vezes enquanto estou amamentando, uma das mãos está sempre ocupada. Assim, é mais fácil segurar algo pequeno, com a outra mão livre, como um celular, ao invés de um Kindle, por exemplo (e o meu nem é touch, no caso, o que dificultaria ainda mais), pelo menos enquanto é possível amamentar com apenas uma das mãos ocupadas.

Além disso, tem o fato de que estou usando um app chamado Amamentação. Embora tenha esse nome, nele eu registro não só o tempo de mamada em cada peito, mas também as trocas de fralda, horario de banho, tempo de sono, de cólica, remédios, etc. Esse app faz com que eu fique com o celular o tempo todo (não sei o quanto isso é OK, mas tem me ajudado muito, porque é difícil tentar memorizar quando troquei a última fralda, ou quando ele mamou da última vez e por quanto tempo, por exemplo), então não acontece de eu sentar, por exemplo, e ter vontade de ler algo e o livro estar super longe. Com o celular, está realmente tudo à mão.

Vejam bem, não escrevi esse post como proposta de dar dicas a ninguém, e sim pela necessidade que tive de compartilhar e deixar registrado em algum lugar (e por que não aqui?) essa minha relação com os livros nesse primeiro mês após uma enorme transformação em minha vida: a maternidade. Se algo que relatei aqui servir de alguma forma positivamente para outra pessoa, é um bônus! Ainda assim, caso alguém tenha alguma dúvida, fique à vontade para perguntar.

No mais, embora eu esteja conseguindo ler muito mais do que esperava, não posso dizer o mesmo quanto à criação de conteúdo e resenhas para o blog e para o IG. Cheguei até a pensar em gravar pequenos vídeos para as resenhas, mas mesmo isso teria de ser feito em etapas (como é o caso dos posts escritos… esse aqui, por acaso, começou a ser escrito às 8:30 da manhã, com inúmeros intervalos e sigo escrevendo às 13:37, às 17:35… e assim vai), então decidi manter o formato de texto.

Mas isso já era esperado, então, tudo certo! Estou muito feliz de poder escrever sobre essa experiência aqui para vocês.

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