A rotina do café em casa

Quem me acompanha há pouco tempo pode não saber, mas, eu só comecei a tomar café aos 29 anos de idade. Foi por dois motivos que passei a tomar. Deixa eu contar.

No meu trabalho, por muitos anos serviam chá e café. Eu sempre optava pelo chá, que tomo desde que me lembro como gente. Mas um dia pararam de oferecer chá, e então eu fiquei um tempo sem tomar nada além de água por lá. Mas a rotina, às vezes mais puxada, me deixava cansada, e comecei a tomar o café, que era o que tinha.

O outro motivo foi o fato de que meu marido sempre tomou café. Não sei dizer ao certo desde quando. Mas depois que casamos, ele ainda ficou um bom tempo sem tomar café em casa, porque simplesmente eu não tinha o hábito de tomar e nem comprávamos café pra casa. Ele tomava na faculdade, enquanto fazia o doutorado, ou mesmo ia à padaria tomar. Com o tempo fui sentindo a necessidade de comprar um coador, filtros de café e ir experimentando os cafés (já que não entendia nada do assunto).

Então foi assim que tudo começou. Eu comprando um coador de plástico rosa, bem simples, tamanho 02, filtros dos mais baratos que havia, e os cafés também já moídos. Peguei a dica de como fazer café com uma amiga minha do trabalho, que já passou muito café nessa vida, e fui lá então começar a fazer. Meu marido nunca reclamou do meu café, mas eu sei que para o gosto dele sempre fiz fraco. Agora que eu já estava convertida em alguém que realmente tomava café, passamos a frequentar Cafés, alguns gourmets, e fui aprendendo a apreciar mais a bebida e também mais sobre preparo, etc. Mas acontece que fazer café em casa acabou mesmo é virando uma atividade do meu marido. Quando vem visita, eu já falo “amor, faz café”. É ele que gosta de fazer café em casa, e eu gosto de deixar isso pra ele.

Como é praticamente um hobby diário dele, dei de aniversário pra ele no ano passado um kit da Hario, com bule, coador V60 e os filtros também, além de um moedor manual, que ele queria muito. Se você não sabe do que estou falando, tudo bem. Eu também não sabia quando só fazia o café coado comum da mesa dos brasileiros. Mas a gente aprende rápido. Não vou me preocupar aqui em explicar nada, porque este não é o propósito. Só quero falar como é feito o café aqui em casa, e quem tiver mais curiosidade, fique à vontade para perguntar sobre métodos, etc.

Basicamente, é assim, eu ainda tomo café descafeinado, e cometo a heresia de comprar daqueles cafés solúveis. Mas tenho precisado recorrer mais aos cafés tradicionais, porque as noites por aqui são longas com meu filho. E quando eu tomo o café do meu marido, eu reconheço que o café que eu tomo é beeem sem graça (pra não dizer ruim). O João, o homem do café desta casa, compra café em grãos, já torrados, mas ele gosta de moer em casa. Como eu ainda não acompanho tanto ele nesse ritual, ele acabou comprando um moedor menor, pra poder fazer menos café de uma vez. E também comprou uma balança especialmente pro café, que tem temporizador e bastante precisão. Usamos uma chaleira elétrica pra ferver a água, que acho super prático que ela desliga sozinha quando atinge 100°C. Ela é simples, não tem termômetro nem nada, então essa parte da temperatura, a gente ainda vai no “feeling”.

Quanto aos cafés, meu marido atualmente compra numa cafeteria aqui da cidade, especializada em cafés especiais, chamada O Armazém Café. A maioria são de fazendas daqui do Paraná mesmo, prestigiando os produtores locais. Esses cafés são mais caros, mas como meu marido quem toma mais, acaba rendendo bem. Os que ele compra são o Gabriel e Ismael, em geral, e o Francisco Moca, quando está mais inspirado. Em meses mais apertados, ele também compra no mercado o Melitta, Regiões Brasileiras, Mogiana. Também acho ele bem gostoso.

Mas o que eu queria mostrar com esse post não são nem as recomendações de café aqui da região ou marcas para acessórios, e sim mostrar uma rotina do meu marido que eu gosto de saber que ele gosta, entendem? Ele gosta de preparar o café, de conhecer os grãos, de entender os diferentes métodos de extração, de ir a cafeterias e experimentar os cafés. Mas ele gosta de café tradicional, nada desses bullet coffee ou cold brew. Já eu gosto também de ir a cafeterias, mas gosto de experimentar bebidas diferentes, e adoro um cold brew.

Ele é mais dos cafés e eu sou mais das livrarias, e por isso nosso programa favorito é ainda uma boa livraria com café. O lugar ideal para nós dois.

Como é a rotina do café da sua casa? É o café coado de grão já torrado e moído comprado pronto, tem todo um ritual aí, não tem café e nem acessórios de café como costumava ser aqui ou vive na correria louca e é só café “grab&go” que rola por aí? Acho super legal essas cafeterias com a proposta de só pegar e levar para viagem, mas acho que, se fosse para escolher, diria que gosto mais da forma como é preparada aqui em casa. O amor tem um gostinho diferente.

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