Resenha: O Rei das Cinzas – A saga dos Jubardentes, v. I – Raymond E. Feist

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Sinopse: No mundo de Garn, por séculos, cinco reinos, espalhados pelos continentes de Têmbrias do Norte e Têmbrias do Sul, conviveram em paz, mas esse equilíbrio é subvertido quando uma traição, há anos planejada, finalmente é posta em prática. Os reinos eram Sandura, Metros, Zindaros, Ilcomen e Itrácia. O reino de Itrácia, outrora conhecido como Reino das Chamas e governado pelos Jubardentes, é derrubado pela aliança formada por três dos cinco reinos, liderada por Lodavico, rei de Sandura. A família Jubardente foi impiedosamente assassinada, mas correm por Garn boatos de que um bebê temporão sobreviveu.

Daylon Dumarch, o respeitadíssimo Barão de Marquensas − localizada a oeste do Reino de Ilcomen −  é também o único homem com recursos e influências capazes de derrotar Lodavico. E quis o destinos mais, pois é o Barão também quem encontra o bebê temporão dos Jubardentes, e entrega-o à Nação Invisível, cujos recursos giram em torno de crimes, espionagem, assassinatos, segredos e muita discrição. As únicas exigências do Barão Dumarch ao entregá-lo são: manter a criança a salvo, manter sua identidade em segredo, educá-la como um dos seus, e, quando completar a maioridade, ser trazido de volta até os portões de Marquenet, a principal cidade do Baronato de Marquensas.

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Nesse ínterim, outro órfão também vai ganhando notabilidade ao se tornar o mais jovem mestre ferreiro das Terras da Aliança. O problema é que, após a queda dos Jubardentes, as Terras da Aliança vão perdendo seu propósito e a região começa a ser visada por saqueadores, deixando de ser uma zona neutra. O jovem mestre ferreiro, então, decide deixar as Terras da Aliança e encontrar um lugar para se restabelecer e tocar sua própria forja, acabando por instalar-se justamente na zona fronteiriça do Baronato de Marquensas.

Neste primeiro livro da Saga dos Jubardentes, vamos acompanhar, portanto, o amadurecimento de dois órfãos que, no decorrer dos volumes, poderão ser os responsáveis por reerguer a paz entre os reinos. Mas será que vai ser tão simples assim? Ou há mais conspirações e interesses em jogo?

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Essa capa é simplesmente maravilhosa – atenção aos detalhes!

Minhas impressões:

Em primeiro lugar, uma confissão: se não fosse pela frutífera parceria com a editora HarperCollins, este não seria um livro que viria parar voluntariamente na minha estante. Mas essa é uma das maravilhas de uma parceria: sair da zona de conforto e ser surpreendido!

Pela resenha, eu não acreditava que fosse um livro que faria meu gosto, mas como eu estava enganada! Assim que me pus a ler o livro, percebi o quão promissora era a história, e, ao longo de sua leitura, enfatizei várias vezes ao meu marido, como havia “pagado minha língua”, pois estava curtindo MUITO o livro. Assim que terminei a leitura, já também fui “disseminar a palavra”, indicando a leitura para quem eu achei que pudesse gostar, inclusive meu irmão.

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Marcador de página magnético

Raymond E. Feist consegue manter o leitor preso em sua leitura o tempo todo e o deixa ávido pelos próximos acontecimentos. Gostei muito da construção dos personagens, desde o Barão de Marquensas e toda a sua postura, passando por Hatushally − o último dos Jubardentes −, Declan − o jovem mestre ferreiro −, até os mestres da Nação Invisível e seus ensinamentos. Mas minha personagem favorita é Hava, claro, que rouba um pouco da cena com muita maestria ao não se encaixar no padrão das mulheres da Nação Invisível, além de ser uma das melhores amigas de Hatushally. Adoro enredos que dão destaque a personagens femininos. Também apreciei muito o cenário, a criação de Feist do mundo de Garn. E se tem uma coisa que eu AMO são histórias que têm seu próprio mundo, com direito a mapas, porque eu AMO mapas.

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Também, para quem curte livros de fantasia, esse livro é completo! Tem magia, tem disputa de poder, reis, exímios assassinos, romance pertinente, conspiração, tudo que precisa um bom enredo.

Por fim, todos meus elogios aos diálogos também. Eles estão excelentes, muito compatíveis e críveis em seus propósitos: ora grosseiros, ora amorosos, ora simplórios, ora sábios.

A escrita de Feist é muito fluida, e acho que foi uma das coisas que mais me fez perceber que eu tinha um preconceito bobo sobre histórias de reinos e conspirações e ascensões e poder, etc… Para falar a verdade, existia um certo receio em mim de que eu iria ler o livro e não entender nada, por haver muitas nações, muitos personagens, muitos subtramas… Enfim, achei que seria algo complexo demais e que a leitura não seria proveitosa (já que leio sempre mais de um livro ao mesmo tempo) por não entender nada. Mas Feist é talentoso a ponto de construir um ótimo enredo e contá-lo com muita simplicidade e clareza e, o melhor de tudo, sem deixar de lado a qualidade de uma boa história.

De dificuldade mesmo, o que ficou é controlar a ansiedade até sair o segundo livro. O primeiro volume foi lançado lá fora em abril deste ano, com uma elogiável apreciação de 93% de seus leitores, nota 4.17/5 no Goodreads e 4.3/5 na Amazon, e tem tudo para se tornar um clássico do autor. Raymond E. Feist é um escritor bestseller de fantasias nascido em Los Angeles, EUA, e já é bastante conhecido por outras histórias que também são verdadeiras sagas. Ah, e o mapa do mundo de Garn foi ilustrado nada mais nada menos que por sua filha, Jessica Feist.


Informações adicionais sobre o livro:

Capa comum: 512 páginas

Editora: HarperCollins; Edição: 1ª (15 de junho de 2018)

ISBN-10: 859508257X – ISBN-13: 978-8595082571

Título original: The King of Ashes 

*Obs: na Amazon o livro está sendo vendido com o marcador magnético que postei na foto lá em cima

Este livro foi uma cortesia de:

eu sou parceiro_HC-v3-02

Minha gratidão sempre à editora.

2 comentários Adicione o seu

  1. Monica disse:

    Suas impressões contagiam! Enfeitiçam o leitor! Gosto de leituras sobre acontecimentos reais … mas sua resenha despertou a curiosidade. O livro ficará na fila das minhas leituras.

    Curtido por 1 pessoa

    1. meisauedaoh disse:

      Obrigada! ❤
      Mas acho que o livro foi uma grande surpresa até pra mim.
      É muito bom quando a gente vence nossos preconceitos.
      Ontem quando eu estava falando com o João sobre esse livro, eu falei que na verdade, eu tinha preconceito quanto a esse gênero literário não porque de verdade eu achei que não fosse gostar, mas achei que eu não era capaz de ler livros desse gênero. E que na verdade, eu tinha um pré-conceito sobre mim mesma. Fantasia pode ser um pouco complexo, e eu achei que não fosse entender tudo. Mas me enganei, e acho que fiz uma avaliação sempre muito baixa do meu próprio intelecto, até pra assuntos de entretenimento. Por isso amo tanto ler. Descubro muitas coisas, principalmente sobre mim mesma.

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