Rumo ao quinto mês do bebê e minhas leituras

Faz quase um mês que não posto nada por aqui, e achei que agora, enquanto seguro o bebê adormecido no colo com uma mão e digito com a outra, seria uma boa oportunidade para atualizar o diário da maternidade. Nada melhor que começar com um pouco de impacto da realidade, certo?

Mas peço desculpas se isso parecer mais um diário que um post, de verdade. Tenho um caderno onde eu deveria compartilhar os progressos do meu filho e também desabafar. Acontece que raramente consigo me sentar e escrever nele tranquilamente. A maioria das vezes que consigo fazer algo é porque, de duas, uma: Naoki está aos cuidados de outra pessoa: minha mãe ou o pai, geralmente, ou porque, como agora, está dormindo (muitas vezes no meu colo). Ele até dorme de dia no berço ou na cama, mas parece que sempre dorme menos e eu acabo preferindo ficar com ele assim. Não tenho muito medo de acostumá-lo mal porque acho que bebês precisam de carinho e colo na quantia que eles desejarem e que dão sinais dessa necessidade. No caso do meu filho, acho que o despertar mais fácil é um deles, e se posso atender essa demanda, por que não?

De noite ele dorme bem no berço. Ainda não fui contemplada com 6h de sono, mas chegamos a algumas noites perto de 5h, o que considero excelente. De noite é quando consigo escrever as resenhas, e o faço pelo celular mesmo, no escuro, com a mínima luminosidade possível da tela; as fotos exigem, obviamente, outra programação. O lado ruim disso é que não consigo consultar livros físicos caso precise para averiguar determinada informação, e por isso, sigo firme lendo e-books, que permitem as tais consultas.

Antes eu lia muito enquanto o bebê mamava, mas agora a sucção dele é tão eficiente que quase nem dá tempo. Ou ele fica saindo do peito para me olhar e sorrir. É a melhor sensação do mundo essa, juro. Me sinto extremamente amada por ele. E claro que com tudo isso acontecendo, até ler parece meio banal. Então agora leio também majoritariamente pela noite, dentro da primeira hora de sono dele, nas mesmas condições em que escrevo as resenhas, e logo vou dormir também, porque termino os dias sempre bem cansada. Para melhorar o conforto, acabei comprando um novo Kindle, que tem luz embutida, já que o meu antigo, que ainda funciona perfeitamente, não tinha. Achei que o investimento valeu a pena, porque acho que daqui para frente terei de ler muito ainda nesse formato digital. Fora que ler no celular estava me distraindo muito. Você abre uma notificação e pronto, não volta mais a ler. Por outro lado, confesso que bate uma ansiedade forte de querer ler outras coisas, já que fica sempre aparecendo novas sugestões de leituras no Kindle, de acordo com suas leituras prévias ou atuais.

Resultado: comecei a ler muita coisa, mas concluí muito pouco (rolaram 3 resenhas no @percursosliterarios, que optei por não postar aqui), mas espero trazer algo em breve, até exclusivo aqui no blog.

No mais, quanto ao Naoki, ele está muito mais social, exigindo mais atenção, mas também retribuindo a afetividade com sorrisos e risadas que me derretem toda por dentro. As habilidades dele também de coordenação motora e linguística avançaram de forma impressionante. É coisa de um dia pro outro, sabe? Um dia ele ficava lá quietinho na cama, no outro, ainda bem que não estava dando bobeira, porque eu nem sabia que ele já tinha força o suficiente para virar o corpo!

Os momentos de leitura com ele se tornaram mais repetitivos (mesmos livros), mas agora ele presta muito mais atenção, quer pegá-los e dá risadas e sorrisos.

Quanto aos meus livros, ainda que eu esteja lendo quase tudo no Kindle, sempre deixo alguns físicos aqui no quarto dele onde estou dormindo, porque nunca se sabe quando vai dar tempo de dar aquela bisbilhotada, e, sinceramente, me agrada a ideia de ele de repente acordar e me ver folheando um livro, como se o ato fosse a coisa mais natural do mundo.

Nunca achei nada na Internet sobre essa rotina de hábitos de leitura com filhos desde essa idade. Digo, dessa forma de relato, como estou fazendo, então achei bem bacana dividir aqui, mas sem, por favor, qualquer paranoia de comparar desenvolvimento de bebê para bebê.

Agora vou aproveitar e ler mais um pouquinho. Até o próximo post.

2 comentários

  1. Não há manual ou forma correta/incorreta de como criar os filhos.
    Cada experiência de vida é singular, carrega erros e acertos que levam à reflexão, direcionando as decisões e as ações, e disso, colhemos os resultados…

    Amor de mãe é incondicional! É claro que as mães nem sempre acertam, mas agimos com a certeza de que estamos fazendo o melhor possível para nossos filhos.

    Curtido por 1 pessoa

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