Metade do ano já foi: como vão minhas metas?

Aproveitando a trend sobre o fim do primeiro semestre (que nas mídias sociais pessoal tem mostrado 6 fotos, uma para cada mês do ano), vim aqui contar como andam as minhas metas de 2022.

Pra quem não me acompanha no insta, no início do ano postei por lá minhas resoluções. O ano de 2022 começou um pouco diferente de 2021 – penso eu -, com uma carga um pouco mais positiva, mais esperançosa, mas ao mesmo tempo, me senti um pouco mais consciente e mais introspectiva que eu já era. Então, decidi começar este ano de forma mais leve e enxuta possível, e estipulei apenas 3 metas:

No post expliquei as metas mais detalhadamente. Mas vou discorrer mais sobre cada uma delas aqui conforme eu for lhes contando seu andamento.

1. Não comprar livros físicos:

Essa meta não incluía livros que eu poderia comprar de presente para terceiros. Terceiros incluem meu filho Naoki e meu marido ou algum parente próximo. Mas pasmem, eu SÓ comprei livros físicos este ano para o Naoki por enquanto.

Este ano também tem sido um período de vacas magras. Com o restabelecimento das atividades presenciais na pandemia, tudo ficou ainda mais caro. E os gastos por aqui subiram muito! Economizei bastante não comprando livros físicos este ano para mim, o que meu bolso agradece. Mas livros para o Naoki eu não abriria mão, porque, embora eu tenha muitos livros parados na estante, o Naoki é ainda um leitor em potencial, e aqui, levamos livros a sério.

Acho linda a proposta de ele ter sua própria minibiblioteca em construção. Claro que alguns livros dele ainda não foram lidos, porque estão esperando o momento e idade apropriados, mas eu diria que 90% dos livros que ele tem já foram lidos para ele ou pelo menos manuseados por ele. É sobre esse contato, entendem?

E a proposta maior dessa resolução era justamente que eu lesse: (a) os livros que já tenho e (b) aproveitasse para ler livros do Kindle Unlimited, que eu passei a assinar no fim de 2021. Estou gostando MUITO do Kindle Unlimited, porque, no primeiro ano do Naoki eu acabei lendo mais e-books. Enquanto ele dormia, eu só conseguia ficar lendo em telas, pois muitas vezes o Naoki dormia em um dos meus braços (contei tudo aqui pra vocês, quem perdeu).

Assim, temos:

  • Livros físicos que já tinha, o saldo de lidos este ano foi de 8 até o momento, sem contar os recebidos este ano de parcerias pontuais.
  • Quanto a leituras do Kindle Unlimited: 12 leituras completas até o momento (e mais um tanto em andamento, porque quem me conhece, sabe que sempre leio mais de um livro por vez).

Sinceramente, tendo em vista que meu tempo livre é apertado, estou muito feliz com o resultado, e feliz de este ano eu ter retomado a leitura de livros físicos.

2. Retomar projeto “Lendo Asiáticos”:

Essa resolução também veio por conta de um projeto que sigo no próprio insta, que é o #asianbookchallenge (abc challenge). O desafio surgiu em meio ao preconceito nos EUA contra asiáticos em tempos pandêmicos, como uma das muitas reações do #iamnotavirus (eu não sou um vírus). Aproveitei o desafio em 2021 para participar e o estendi para 2022, porque a proposta é completar o alfabeto, lendo 1 livro para cada letra (a inicial do título ou do nome do autor). Por ser descendente de japoneses, e portanto, me considerando uma pessoa de cor também (amarela), achei interessante procurar descobrir mais autores asiáticos para poder indicar leituras aqui no blog e no insta, e prestigiar também autores asiáticos. Claro que esse desafio não exclui leituras de autores negros e povos indígenas, e justamente por isso, é um desafio para ser levado adiante, mas sem o obrigação de somente ler asiáticos.

Saldo do projeto no ano: 5 livros lidos, incluindo um nacional, da Cintia Yokoyama, que você pode ler aqui, gratuitamente.

O livro nacional que falo acima é este aqui.

3. Ler, mas cuidar de mim, acima de tudo:

Essa última e terceira meta, é na verdade, para lembrar que, sim, é MARAVILHOSO poder voltar a ler, mesmo com a chegada de um filho, que muda completamente nossas vidas, nossas rotinas, nossas prioridades. Mas coloquei ela aqui para lembrar que é preciso tirar um tempo só para mim também.

Acho que nessa meta, estou falhando um pouco, porque confesso que tem sido difícil cuidar de mim acima de tudo. Eu estou me cuidando, mas é sempre depois de fazer as coisas para o Naoki. Ele continua sendo minha prioridade, mesmo quando bate um tempo livre. Eu arrisco dizer que 99,9% do meu tempo livre é pensando nele e fazendo coisas para ele.

É o tal do trabalho mental que recai quase sempre para as mães, sabe? Sempre estou pensando no que vai ter de jantar para o meu filho, pensando que não posso esquecer de pagar a mensalidade da escolinha dele, pensando em que prato levar na festa junina dele, contando as fraldas na escola para saber quando precisa levar mais, pensando em como vamos passar um tempo juntos curtindo o fim de semana, administrando o quanto de roupa limpa ele ainda tem, administrando quanto de leite extraído ainda tem, pensando por quanto tempo as roupas e sapatos ainda estarão servindo, pensando em… bom, acho que vocês entenderam.

Eu não acreditava quando algumas mães diziam que ficavam dias sem lavar o cabelo por terem filhos, mas agora eu entendo perfeitamente. Eu tenho precisado inclusive planejar os dias em que devo lavar o cabelo, e às vezes acontece de eu me planejar mal. Isso porque aqui tem rede de apoio e eu posso simplesmente ir até minha mãe e falar “mãe, fica com Naoki para eu poder tomar banho?”.

Antes que perguntem onde está o pai dessa criança. Gente, agradeço a preocupação, mas aprendi também que a parentalidade exige alguns não julgamentos. Quase sempre a gente desconhece a rotina de uma pessoa e da família dela. Eu tenho um marido participativo aqui nas tarefas de casa, mas ainda sobra sim tudo o que eu falei acima. Não estou defendendo ele, porque acho sim que sempre pode haver maior participação. Mas há muitos dias de maternidade solo por aqui, e não é porque ele é mau caráter ou coisa do tipo.

A vida é uma caixa de surpresas e, embora seja a conquista do trabalho dele que levou nós dois a nos decidirmos por ter um filho, também é ela a maior responsável por sua ausência em casa. Talvez seja o preço, afinal. Não sei. Ele viaja a trabalho alguns dias na semana, e claro, minha família está aqui para me dar apoio e suporte, mas cada um deles têm também suas próprias ocupações. Acho que estamos conduzindo bem. Tem sido um grande desafio, mas explica (pelo menos eu acho), porque é tão difícil tirar um tempo só para mim.

Ainda assim, olha só, eu consegui fazer algumas coisas legais para mim mesma este ano: fui ao salão fazer mechas, fui consultar o médico de uma dor no joelho e no quadril que tinha desde o ano passado, tenho conseguido cozinhar um pouco mais em casa (e consequentemente, comer mais saudavelmente e economizar um pouco mais), fiz uma nova gallery wall no meu quarto, e aos poucos estou redecorando a casa; estou com 2 novas plantinhas, algo que eu queria muito ano passado e parecia impossível. Aos poucos, estou desentulhando a casa também e mantendo alguns espaços mais organizados (eu amo organização!). Também consegui voltar a ver meus vídeos queridos no Youtube, de canais que já acompanhava, mas ainda tive tempo para descobrir outros novos. Isso tudo sem contar nas leituras que tenho feito, algumas só por diversão, mas, com outras, aprendendo muito.

Parte da gallery wall em andamento

Acho que com o tempo vou conseguindo encaixar mais atividades do meu interesse dentro da rotina, mas uma coisa que eu tenho certeza é: planejamento é fundamental. Pode parecer estressante viver sempre se programando (e é), mas acreditem, é muito mais estressante não se programar.

Até onde consigo ver, minhas metas têm sido alcançadas com bastante sucesso por aqui, e o melhor de tudo é: ainda tem mais 6 meses pela frente para melhorá-las. Por isso achei tão legal fazer esse balanço agora e ver onde posso melhorar e onde já estou dando meu máximo.

E vocês? Estão felizes com o andamento das metas de vocês? Ou vocês são mais do time “deixa rolar?” Por aqui isso não funciona.

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