Metas literárias para 2023

E finalizando mais um ano de leituras, é tempo de pensar as metas literárias para o próximo ano e analisar como foram as metas deste ano.

Eu não sou de ficar estipulando números para livros já há alguns anos, mas este ano, apesar de não ter colocado nas minhas metas quando pensei elas lá em 2021, o Goodreads faz sempre uma pressão pra que o leitor coloque um número de livros lá como objetivo, então, mais para me livrar do incômodo de toda vez que eu abria o app me deparar com a “cobrança” deles, acabei cedendo e coloquei 33 livros como meta. Embora lá conste como meta não cumprida (26 lidos apenas), eu bati e superei a meta, com 39 leituras concluídas até a data em que escrevo este post (09/12). Essa contabilização correta eu faço através de uma tabela minha no Notion, que tenho gostado muito de usar. No Goodreads acaba sempre faltando algumas leituras, porque muitos livros simplesmente não estão cadastrados por lá (principalmente nacionais e de publicação independente, que acabo lendo bastante por conta das parcerias com autores e agências literárias), e confesso que fico um pouco com preguiça de cadastrar também. Está aí uma boa meta literária para 2023: cadastrar todos os livros que leio no Goodreads, o que acham? Já que o intuito é ajudar a dar visibilidade para esses autores, pensando bem, talvez só as resenhas não bastem mesmo. É preciso dar espaço para eles também nas mídias sociais, principalmente essas especificamente voltadas para leituras.

Quanto a números, para o ano que vem, no Goodreads vou deixar novamente a meta de 33 livros, porque sim. Números não importam, e 33 é um número aleatório legal.

Dito isso, vamos passar para metas mais específicas. Como este ano, como quase todos, o número de autores negros continuou baixo, gostaria de a cada 2 meses ler pelo menos um autor negro. Assim, até o final do ano, seriam pelo menos 6 livros de autoria por pessoas negras. Se passar disso, e espero que passe, melhor ainda.

Ainda dentro das minorias, o Desafio de Lendo Asiáticos continuará, porque ainda faltam 15 leituras para eu concluir o “alfabeto” do desafio. É bastante coisa, e, não pretendo concluir esses 15 livros em 2023.

Para o próximo ano, não vou me restringir a comprar livros, como fiz este ano. Sim, uma das minhas metas de 2022 era não comprar nenhum livro (exceção, livros de presentes). A meta foi cumprida, com muita resistência, porque se tem uma coisa que eu amo é sair das livrarias com livros. Dar livros de presente é outra coisa que amo, e como o objetivo dessa meta era desafogar os meus livros aqui em casa, não havia porque não comprar para os outros. Os únicos livros que, comprei este ano, portanto, foram para o Naoki (todos de capa dura, infantis mesmo) , 1 para cada um dos meus irmãos e 1 para meu pai. Somente. Foi uma boa economia, confesso, para quem chegava a gastar R$300,00 por mês em livros antes de ter filho. Hoje em dia esse gasto é totalmente inviável, porque há muitas outras despesas prioritárias. Então, apesar de estar liberada a comprar livros, não me vejo comprando livros à rodo em 2023.

E por fim, também pensei numa meta mais voltada para o blog, que reflete diretamente no nome dele: gostaria de fazer uma viagem, e claro, colocar uma livraria ou biblioteca nesse percurso, para ele se tornar literário. Quem sabe? Este ano fiz duas viagens para São Paulo, em visita à família. Foi muito bom, porque Naoki conheceu muita coisa diferente (já visitou 2 museus e 2 livrarias o menino!), mas eu gostaria muito de poder ir para algum lugar que eu mesma nunca estive antes. Seria incrível. Isso vai depender de bom planejamento financeiro e também de casar algumas circunstâncias que não dependem só de mim (como período em que conseguirei tirar férias no trabalho junto com às do marido).

Bom, essas são as minhas metas para o ano que vem, acho que, de um modo geral, elas são bem possíveis, mas têm seus desafios, que, claro, servem para estimular as leituras e a sanidade mental. Estipular metas possíveis é importante para que a gente não se fruste ao longo e ao fim do processo, né? De que adiantaria estipular metas que só nos põem para baixo? Assim, minha sugestão: seja gentil com você. Estabeleça metas reais, que te tirem um pouco da zona de conforto, mas nada que pareça inatingível desde o começo. Afinal, o mais importante, é olhar para trás e ver que mais um ano se passou e valeu a pena, porque você deu o seu melhor, mas sem se desgastar.

Quais são as metas literárias de vocês?

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