Pachinko – Min Jin Lee

Sinopse:

“No início dos anos 1900, a adolescente Sunja, filha adorada de um pescador aleijado, apaixona- se perdidamente por um rico forasteiro na costa perto de sua casa, na Coreia. Esse homem promete o mundo a ela, mas, quando descobre que está grávida ― e que seu amado é casado ―, Sunja se recusa a ser comprada. Em vez disso, aceita o pedido de casamento de um homem gentil e doente, um pastor que está de passagem pelo vilarejo, rumo ao Japão. A decisão de abandonar o lar e rejeitar o poderoso pai de seu filho dá início a uma saga dramática que se desdobrará ao longo de gerações por quase cem anos.

Neste romance movido pelas batalhas enfrentadas por imigrantes, os salões de pachinko ― o jogo de caça-níqueis onipresente em todo o Japão ― são o ponto de convergência das preocupações centrais da história: identidade, pátria e pertencimento. Para a população coreana no Japão, discriminada e excluída — como Sunja e seus descendentes —, os salões são o principal meio de conseguir trabalho e tentar acumular algum dinheiro.

Uma grande história de amor, Pachinko é também um tributo aos sacrifícios, à ambição e à lealdade de milhares de estrangeiros desterrados. Das movimentadas ruas dos mercados aos corredores das mais prestigiadas universidades do Japão, passando pelos salões de aposta do submundo do crime, os personagens complexos e passionais deste livro sobrevivem e tentam prosperar, indiferentes ao grande arco da história.”


Minhas impressões sobre o livro:

No Japão, até hoje existem os famosos pachinkos, que são máquinas tipo caça-níqueis e pinball ao mesmo tempo. Jogos de azar que envolvem uma certa habilidade, portanto. Será que a vida que tanto almejamos pode se resumir a isso? Um pouco de sorte, um pouco de destreza? 

O livro conta a saga de uma família coreana por 5 gerações, iniciando nos avós da protagonista Sunja. Sunja era apenas uma adolescente quando se apaixonou e engravidou. O homem, Hansu, lhe prometia os céus, mas Sunja descobre que ele é casado e tem filhas no Japão. Não suporta a ideia de viver como sua amante e, então, seus caminhos se dividem. Sunja se casa com um pastor que aceita dar seu sobrenome ao filho e não questionar o passado de Sunja, mas a vida que parecia se encaminhar começa a tirar cartas da manga e forçar as apostas da família por um novo começo.

A história retrata inicialmente o ano 1910 e atravessa quase um século. Nesse recorte, houve um período em que a Coreia esteve sob domínio do Japão, como uma colônia. É, portanto, fugindo do passado mas também das dificuldades e conflitos na Coreia que Sunja e seu marido vão para o Japão. Lá, como imigrantes, sofrem inúmeras discriminações e levam uma vida segregada. Os desafios para se integrarem são muitos e a língua não é nem de longe o maior deles, mas Sunja suporta tudo sempre pensando no melhor para sua família. O esforço vale a pena quando a vida parece um jogo de Pachinko?

A autora Min Jin Lee escreveu o livro com intuito de contar a história por qual muitas famílias coreanas passaram ao se mudarem para o Japão. Mas o retrato é uma narrativa de homenagem a todos que deixam e deixaram seu país para trás na busca de uma vida melhor e que acabam tendo de lutar por seu espaço de pertencimento.

A autora Min Jin Lee

Um livro que amei ler. Mesmo sendo um livro com uma média de páginas bem acima do que costumo ler, nem senti, imergindo na narrativa de forma muito natural. Um favoritado que irei recomendar aos quatro ventos. Quem é amante de doramas também, se prepara, que logo teremos a adaptação dele para as telinhas.

“A história falhou conosco. Mas não importa”.


Dados técnicos do livro:

Capa comum: ‎ 528 páginas
Autora: Min Jin Lee
Editora: Intrínseca; 1ª edição (14 dezembro 2020)
Tradução por: Marina Vargas
ISBN-10: ‎ 8551006347 – ISBN-13: ‎ 978-8551006344
Título original: Pachinko
*Edição exclusiva para assinantes da Intrínsecos.
Bolsa brinde para assinantes

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