Livros favoritos do ano de Naoki

Quem disse que não ia ter favoritos do Naoki este ano?

Na verdade, faz meses que estou querendo postar sobre os livros favoritos do Naoki, uma espécie de favoritos do mês. Mas ao mesmo tempo que um mês é muito tempo para uma criança, ao mesmo tempo não é nada, e em um mês, as leituras não variam praticamente nada, por mais que Naoki já tenha uma porção de livros diferentes. Então, chegado o último mês do ano, resolvi trazer quais foram as leituras mais pedidas do Naoki ao longo do ano.

Não tem ordem, tá, gente? Porque sinceramente, não dou conta de ficar contando quantas vezes ele pediu cada (varia muito e repete muito!). Na foto acima vocês conseguem ver os 5 favoritos, e vou falar um pouco de cada um deles abaixo:

A vida não me assusta é um poema de Maya Angelou, que fala sobre medo e coragem. No poema, Maya Angelou pega elementos que assustam crianças (e adultos também!), mas sempre se contrapõe dizendo que não tem medo deles. É um livro que nos faz lembrar da coragem das crianças, que muitas vezes, justamente por desconhecer o real perigo das coisas, afirmam sua bravura diante de diversas situações assustadoras. A sonoridade do poema, mesmo em português, é um grande atrativo para as crianças, e as ilustrações de Basquiat também chamam muito a atenção delas. Acho impressionante como, mesmo tão abstrato, Naoki consegue distinguir pernas e braços e copiá-los. A capacidade de abstração e imaginação das crianças parecem não ter limites.

Naoki gosta tanto desse livro que até fora de casa é grande sucesso. Olha a gente flagrado pelo meu irmão na Livraria Megafauna:

Já viram o vídeo no canal Seiki Space?

The Hugo Cabret Movie Companion – Este não é um livro que eu esperava que fosse cativar tanto o Naoki, até porque, a rigor, ele não é um livro infantil. É um livro de não-ficção, que traz os bastidores do filme, este sim infantojuvenil, A Invenção de Hugo Cabret. Claro que Naoki não pede para eu ficar lendo as mini-biografias do elenco e staff, diretor, etc. Ele me pede para mostrar as imagens. Foi com este livro que ele conheceu a Monalisa, por exemplo, e a reconhece agora em todo lugar que o famoso rosto está estampado. No livro, o autômato do filme é comparado à Monalisa, e por isso há uma foto da obra. O livro é recheado de fotos, e elas são tão lindas! Não me impressiona que Naoki tenha se interessado tanto. Vou contando um pouco da história (do filme) ao mostrar as fotos do livro. Ele sabe já quem é a Isabelle (que disse que é igual à mamãe – o nome, porque realmente parece muito com Isabela), sabe quem é o George Méliès, o Hugo e até o pai do Hugo. Ele sabe que as luas são do George Méliès, e fica me pedindo para ver a lua do George. Até por conta disso, encontrei a camiseta mais legal pra ele na Chico Rei (modelo infantil indisponível no momento) e assim que puder posto foto dele vestindo ela no insta. Esse livro fez tanto sucesso por aqui que ele também curtiu muito ver um vídeo do canal Elegante, que fala justamente sobre o filme:

Clown, por Guido Van Genechten foi um dos livros que ganhamos de presente de uma querida amiga e seguidora de longa data do insta. É um palhacinho que conta quais grandes aventuras ele viveria se fosse um palhaço. Outro livro sobre coragem, mas também sobre sonhos. O livro é em inglês, mas eu o leio em português, claro, pro Naoki entender. Ele adora as ilustrações de Guido, que é um ilustrador premiado na Inglaterra. O que acho mais legal, e destaquei pro Naoki, é como o cãozinho aparece ao lado de seu dono, em todas as situações, por mais assustadoras que elas sejam. Nada como ter bons amigos na vida, não é mesmo?

Bem lá no alto, de Susane Straber foi um livro que peguei de indicação no insta @pegasoliterario, da Jéssica Maciel. Neste livro, um urso com fome encontra um bolo, mas ixi, ele está bem lá no alto. Vão chegando cada vez mais animais, que se juntam para tentar pegar o bolo, e quando tudo parecia que ia dar certo, o tempo vira e o bolo sai da vista de todos. Mas às vezes, quando uma janela se fecha, uma porta se abre, não é mesmo? E nem tudo está perdido. É um ótimo livro para trabalhar expectativas, frustrações, trabalho em grupo e, claro, generosidade. A narrativa tem elementos que se repetem a toda página, e isso facilita muito a concentração das crianças na historinha (bem curta). As ilustrações também são muito divertidas e lindas, e toda hora é possível chamar a atenção das crianças para algo diferente, depois que a história se tornar repetitiva demais para o adulto, ao longo do tempo.

Uma lagarta muito comilona, de Eric Carle, é um clássico infantil que conheci graças a uma amiga minha, também mãe, a Day. Foi o primeiro livro que de fato comprei pro Naoki, já que os primeiros livros dele mesmo foram recebidos. Eu queria muito saber porque este livro era tão querido pelas crianças, então comprei. Ele foi lido pro Naoki ao longo de todo o tempo desde que chegou em mãos aqui em casa (estou falando do livro, ok? Hahaha). Na fase de introdução alimentar, foi um grande alidado, para começar a explicar para ele da importância de comer, sobretudo alimentos saudáveis. Hoje em dia, Naoki se interessa pelo livro mas por outros motivos, pela previsibilidade da história (que ele já conhece há tanto tempo), e de, portanto, poder contribuir para a narrativa dela, à sua maneira (ele antecipa o que vem a seguir na história). Também adora ver a transformação da lagarta em borboleta. Sim, essa é uma história sobre alimentação, mas também sobre metamorfose, sobre mudanças. É um clássico porque ele conta com imagens muito coloridas e cativantes, permite que a criança viva a experiência a leitura através do tato também, e porque é realmente divertido ver todas as comidas que a lagarta come.


Estes foram, portanto, os campeões de leituras aqui em casa nas noites do Naoki. Sim, as leituras aqui quase sempre são feitas à noite, antes dele dormir. Geralmente ele está muito elétrico ainda à noite, mesmo seguindo todo um ritual: jantar, escovar dente, tomar banho e ir para o quarto, então os livros servem para ocupá-lo de alguma forma, mas sem estímulos de muita luz, de telas e até de músicas que o deixem ainda mais agitado. Acho que a longo prazo, se ele continuar gostando de livros, vai ser um hábito muito bom, e que até nós, adultos, podemos adotar: largar telas e tarefas mais pesadas à noite e simplesmente sentar e ler um pouco. Ajuda a relaxar e ter uma noite de sono melhor.

Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais do universo encantado do Naoki e suas leiturinhas. Se tiver indicações de livros que leem para as crianças de vocês, caso tenham crianças na família, por favor, não deixem de comentar!

Até a próxima.

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