Os Sete Maridos de Evelyn Hugo – Taylor Jenkins Reid

Sabe aqueles livros que você vai ler por indicação, na confiança mesmo? Foi assim que eu cheguei no livro “Os Sete Maridos de Evelyn Hugo” (e alguém ainda duvida da importância dos bookstagrammers e booktubers?).

Confesso que a capa do livro não me atrai nem um pouco. Há um certo preconceito meu que faria com que eu normalmente não lesse esse livro, ou pelo menos não me daria o trabalho de sequer ler a sinopse. Bom, na verdade, eu não li. Recebi duas indicações, que foram nada mais que dos meus amigos @rodrigoeoslivros e da Day do @13contos, membros do Clube do qual integro também, o Clube do Curinga. Eu simplesmente confio no bom gosto literário deles.

Mas, se minha palavra não for suficiente para atraí-lo(a) até o livro, deixo, por precaução, a sinopse abaixo, lembrando, como bem dito pelo Rô, que quanto menos a gente sabe sobre esse livro, melhor se torna sua leitura:


Sinopse:

“Lendária estrela de Hollywood, Evelyn Hugo sempre esteve sob os holofotes — seja estrelando uma produção vencedora do Oscar, protagonizando algum escândalo ou aparecendo com um novo marido… pela sétima vez. Agora, prestes a completar oitenta anos e reclusa em seu apartamento no Upper East Side, a famigerada atriz decide contar a própria história — ou sua “verdadeira história” —, mas com uma condição: que Monique Grant, jornalista iniciante e até então desconhecida, seja a entrevistadora. Ao embarcar nessa misteriosa empreitada, a jovem repórter começa a se dar conta de que nada é por acaso — e que suas trajetórias podem estar profunda e irreversivelmente conectadas”.

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Foto: Divulgação – Companhia das Letras

Minhas impressões:

O livro parte de um dia aparentemente normal na editora da revista em que Monique Grant trabalha. Nesse início, visualizamos uma Monique ainda insegura e pouco confiante, mas que ao mesmo tempo mede a ambição de sua carreira e vê nesse trabalho com Evelyn Hugo uma oportunidade imperdível.

A narrativa, após certo ponto, é muito curiosa, porque embora Monique esteja ouvindo Evelyn Hugo, o leitor até se esquece da presença da própria jornalista no mesmo espaço. Até que as histórias são interrompidas quando Evelyn decide que assim tem que ser e somos novamente lançadas ao presente.

Essas histórias, no entanto, cedem lugar para a narração de algumas particularidades da vida de Monique, a quem também queremos entender por que a grande estrela de Hollywood Evelyn Hugo só aceitava especificamente conversar com Grant. É muito bacana acompanhar a evolução de Monique ao longo do desenrolar do livro, vê-la se tornando mais ousada e alçando seu próprio voo.

Já Evelyn Hugo é uma mulher admirável, do tipo que sabe muito bem o que quer, e como chegar lá, e jamais mede esforços para tanto. Mas é uma figura muito mais complexa do que parece, e realmente, só lendo para ter uma dimensão de tal complexidade.

Eu comecei lendo o livro sem grandes expectativas, mas depois de determinado momento, não conseguia simplesmente largá-lo. A escrita de Taylor é impressionantemente atraente e instigadora, e quem lê nem sente o tempo passar, embora uma vida toda seja contada. Quem está com dificuldades de ler nesta quarentena, talvez este livro seja uma ótima sugestão para entretê-lo por algumas horas e distrair um pouco com uma boa história.

Eu me diverti muito com o livro, mas além das caras e bocas de espanto, chorei, porque há passagens inegavelmente lindas nele também. É um livro completo, com drama, romance, um pouco de suspense, e também aborda temas muito importantes como o lado desprezível da indústria cinematográfica, machismo, homofobia, e outros preconceitos.

Não acho que a capa faça jus à imagem de Evelyn Hugo, de verdade, e foi o único defeito que consegui apontar do livro, o que não influencia em nada na experiência da leitura sejamos sinceros.

Espero que vocês deem uma chance a essa leitura, assim como eu dei — e não me arrependi nem um pouco —, e se apaixonem também pelo livro.


Dados Técnicos do Livro:

E-book pela TAG Livros

Número de páginas: 486 páginas

Editora: Editora Paralela (21 de outubro de 2019)

Lido através de requisição à editora (Companhia das Letras) pela plataforma NetGalley como parceira do Time de Leitores da Companhia das Letras.

Também disponível em versão física. Adquira o seu exemplar preferencialmente através do site da editora.

6 comentários

  1. Eu também tive um pé atrás antes de começar a leitura, principalmente por causa do título e da capa. Estava esperando a história mais clichê e bobinha do mundo. Mas fiquei muito curiosa por causa das recomendações e também por ter sido editado pela Companhia das Letras, através do selo Paralela. E olha, que livro! Terminei no final da semana e ainda estou sob o efeito de Evelyn Hugo! ❤

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