Minha Primeira Experiência com o Airbnb – Victoria – Canadá

Olá, gente, tudo bom?

Espero que os que acompanham o blog esperando sempre por novas resenhas não desanimem. Haverá sim mais resenhas em breve, mas é que essa viagem ao Canadá rendeu muitos assuntos que achei interessantes compartilhar com outras pessoas de um modo geral.

Para quem está chegando agora, o Percursos Literários é um blog múltiplo, mas voltado principalmente para o mundo literário, como o próprio nome não deixa dúvidas. Acontece que há dois motivos na minha vida pelos quais eu me apaixonei por viagens de um modo geral: meus pais, que sempre nos levaram para muitos lugares pelo Brasil e por tantos outros cantos incríveis do mundo; e os livros, que embora ora sejam verdadeiros relatos de viagem, ora sejam fictícios, sabemos que toda inspiração de um cenário vem de algum lugar real. Prova disso é o livro maravilhoso que estou lendo chamado “The New York Times: Footsteps – Literary Pilgrimages Around the World”, que poderia ser traduzido como “The New York Times: Passos – Peregrinações Literárias ao Redor do Mundo”. Espero trazer a resenha dele em breve.

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Enquanto isso, se às vezes eu fugir um pouco das resenhas, das bibliotecas e livrarias, espero que me perdoem por querer externar minha paixão por assuntos outros, tais como viajar, e todas as experiências deles advindas.


Como pela primeira vez nos hospedamos num Airbnb, vim contar o que achei da experiência para vocês, para que possam decidir se vale ou não a pena ficar em um, dependendo do estilo de viagem que for fazer.

Victoria é uma cidade pequena; com cerca de 85 mil habitantes na cidade propriamente dita, e apenas 385 mil contemplando-se sua região metropolitana. Apesar desse número não elevado, Victoria é capital da Província da Columbia Britânica (British Columbia) e a 7ª cidade mais densamente populosa do Canadá, ficando na frente até de Toronto. Pode até surpreender num primeiro momento, mas devemos nos lembrar de que há muitas regiões inabitadas no Canadá.

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Por que estou dizendo tudo isso? Para que você possa primeiro definir o perfil da cidade em que irá se hospedar. Victoria não é uma cidade que exige que você alugue um carro,  por exemplo, a menos que você queira se locomover para regiões mais longes, como Vancouver. Nesse caso, vale a pena, porque Victoria é uma ilha e o jeito mais fácil de chegar a Vancouver é de balsa. Para pegar a balsa, ou você terá de tomar um ônibus até a estação de onde partem as balsas, ou você terá de ir até lá de carro. De ônibus é um pouco demorado, e caso você não tenha muitos dias na cidade, pode ser um tempo precioso. Caso você fique mais em Downtown, não vejo motivo algum para você alugar um carro.

Mas Victoria, embora pequena, é uma cidade espalhada. Não é preciso muito mais que 3 dias para conhecer bem o centro da cidade, e meu conselho é que, se você for a Victoria, procure se hospedar no centro, para poder curti-lo bastante, já que é sim a parte mais bonita da cidade. Hospedando-se no centro, é possível fazer muitos dos passeios a pé, até mesmo para o Fisherman’s Wharf, que tomará de 15 a 20 minutos de caminhada.

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Fisherman’s Wharf

Caso queira ir para outros lugares, principalmente para fazer compras, é muito fácil andar de ônibus pela cidade. Basta procurar as linhas e horários para os destinos desejados no Google Maps e tomar alguma das rotas indicadas. Os motoristas de ônibus são muito educados, e se você precisar confirmar qualquer informação sobre paradas, eles vão te responder sem problemas. Somado a isso, todos os ônibus anunciam as paradas, então basta saber onde você precisa descer e apertar previamente o botão solicitando a parada. Simples assim. Também é simples porque as ruas principais acabam se tornando em algum ponto as principais rodovias, então dificilmente você se perderá por Victoria.

Dito tudo isso, quais são os pontos que devo avaliar para decidir se vale a pena ou não ficar num Airbnb? Vai alugar um carro? O hotel/airbnb dispõe de estacionamento? Esse estacionamento está incluso ou é pago? Você prefere a mordomia de poder tomar café da manhã no hotel, sem ter de sair para algum lugar para tanto? Quais os serviços inclusos no hotel e eles são cobrados à parte? Qual sai mais em conta?

Sinceramente, valores dependem muito do tipo de lugar que você vai se hospedar. Vai ficar numa casa com 3 quartos, num apartamento privativo, ou num quarto compartilhado? Mais simples…mais sofisticado? Tem opções para todos os gostos e para todos os bolsos. Nós optamos ficar num Airbnb que sairia um pouco mais barata a diária dentre os hotéis pesquisados em Downtown, um valor que acabamos gastando em outras coisas, como comer fora todas as vezes.

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O apartamento que ficamos pelo Airbnb

Por exemplo, como um dos objetivos da viagem para mim era justamente conhecer vários cafés, não havia porquê eu ter de me preocupar se o café da manhã estaria incluso ou não, que geralmente é uma das vantagens dos hotéis. Também optamos por não alugar um carro, embora houvesse estacionamento à disposição, mas era num public parking, e teríamos de gastar um pouco mais, caso desejássemos um carro. Essa foi outra preocupação descartada, mas que talvez não tivéssemos que desembolsar a mais num hotel. A localização do Airbnb, no nosso caso, era melhor que a de todos os hotéis pesquisados. Em poucos minutos eu estava no centro, e do centro se vai a qualquer lugar de Victoria.

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Outra vantagem tanto da proximidade quanto de ficar num apartamento privativo, é que pude me dar o luxo de voltar todas as vezes que fosse necessário do centro para o apartamento (para pegar mais agasalho, deixar agasalho, deixar compras pesadas, ou simplesmente usar a toalete).  Como não havia portaria, essas entradas e saídas também eram mais discretas e eu, introvertida que sou, ficava feliz de não ter que ficar interagindo a toda momento que cruzava pela porta com algum funcionário, o que poderia acontecer num hotel. Também me tranquilizou a ideia de que ninguém entraria no apartamento ao longo da nossa estadia. As limpezas mais pesadas mesmo só seriam feitas quando fôssemos embora. Éramos responsáveis pela manutenção da limpeza geral, mas também ganhamos a privacidade de não ter terceiros entrando todo dia no quarto.

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Chamei de quarto, mas era uma espécie de kitnet muito bem equipada. Havia cafeteira, torradeira chaleira elétrica, fogão elétrico (por indução), forno elétrico, aquecimento, ventilador, televisão, geladeira, freezer, panelas, assadeiras, pratos, copos, xícaras, talheres e até alguns mantimentos (sal, pimenta, óleo, açúcar, chás variados, cápsulas de café, etc), máquina de lavar louças, lavadora de roupas, secadora de roupas, ferro de passar, tábua de passar, escada, guarda-chuva, aspirador, coberta extra, toalhas e toalhas extras, shampoo, condicionar, sabonete, papel higiênico, sabão, amaciante, detergente, e outros materiais de limpeza, isso listando o que eu consigo me lembrar no momento. Claro que todas essas mordomias estão embutidas no preço.

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Geladeira embutida

Como uma pessoa que aprecia um bom chá antes de dormir, eu adorei o fato de haver chás à disposição.

Se você vai a negócios, embora seja possível pedir que passem suas camisas ou pedir um ferro para tanto, é muito mais prático você já o ter à disposição em seu quarto.

Poder lavar roupas e secá-las rapidamente também foi uma mão na roda, principalmente considerando que em breve eu teria de fazer outra viagem também para um local frio, e não possuo tantas roupas assim à disposição. A maioria delas voltou limpa, e, portanto, prontinha para a próxima viagem. Dispor dessas facilidades também torna possível levar menos roupas, que foi algo que infelizmente escapou do meu planejamento. Subestimei a comodidade da lavadora e secadora, mas agora já aprendi para uma próxima vez.

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Secadora em cima, lavadora embaixo

Poderíamos ter economizado mais preparando comida em casa, é verdade, mas como eu passava boa parte do dia passeando sozinha pela cidade, era na janta que eu encontrava um tempo só para mim e para meu marido passearmos juntos. Se isso não for um problema para você, recomendo que tente cozinhar o máximo possível no próprio apartamento para redução de gastos. Com uma máquina de lavar louças, nem vai dar briga depois para quem tem que lavar. Mas fizemos uso dela sim, em duas ocasiões, uma em que jantamos no apartamento, porque havia sobrado muita comida do dia anterior e trouxemos as sobras, e outra em que eu lavei as xícaras de chá que acumulei ao longo de 3 noites. Muito prático.

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Chás, cafeteira e cápsulas de café à disposição

Havia academia no prédio, a qual não usamos, porque eu caminhei todo dia passeando, e hoje em dia basicamente a única atividade física que faço é caminhar, mas sempre pode ser um fator a ser considerado para pessoas altamente ativas e disciplinadas.

Mas há outras considerações que você precisa se lembrar antes de sair reservando seu Airbnb. Essa foi a nossa primeira vez num Airbnb e não é por menos. Em geral, há sempre um receio maior de ficar num Airbnb. Não basta olhar as fotos e achar tudo lindo. Quanto mais reviews do lugar, melhor. Não estou dizendo que hotéis não possam se mostrar uma surpresa desagradável, mas é que geralmente há mais avaliações à disposições deles, tornando mais difícil errarmos na hora de escolhermos a melhor opção. Com poucas avaliações de um Airbnb, pode ser que não exista ainda um número de feedbacks o suficiente para apontar com precisão tudo que pode vir a acontecer durante a estadia. Os usuários anteriores podem ter tido mais sorte que você, por exemplo, e terem avaliado superbem, mas se tivessem ficado um dia a mais que seja, alguns problemas poderiam começar a aparecer. São detalhes aos quais temos de nos atentar ao  decidirmos onde iremos nos hospedar.

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O apartamento que ficamos estava bem avaliado e tinha já bastante reviews, o que foi um fator decisivo e que nos deixou mais tranquilos quanto a ficar num Airbnb.

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Por fim, avaliando a estadia, foi uma experiência muito boa. Por Victoria ser uma cidade pequena, creio que pudemos curtir bem o apartamento, e, ao meu ver, uma das maiores vantagens que um airbnb deve oferecer é a sensação de conforto de um lar. Fazer com que você se sinta em casa. Ficar em hotel pode ser muito gostoso e confortável, e altamente recomendado se a sua única intenção é ter um lugar limpo para dormir e tomar banho, mas se você quer fazer uma viagem com mais calma, para curtir o lugar, ter tempo de até ler um livro, é realmente muito boa a sensação de “lar”. A cama era maravilhosa, mas aquela janelona linda e o parapeito da casa dos meus sonhos, ao final da viagem, já estava me fazendo até chamar o apartamento de “nossa casa”, toda vez que eu me referia ao airbnb.

Sinceramente, se não for para me sentir assim, prefiro hotéis.

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7 comentários Adicione o seu

  1. Monica disse:

    Tive a minha primeira experiência com acomodação tipo Airbnb numa viagem aos EUA em 1993, quando ficamos num apartamento de brasileiros em Queens, New York e recentemente numa viagem a Portugal.
    Valeu a experiência. Como adoramos viajar, é mais opção que se agrega ao tipo de viagem que se busca.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Joni disse:

    Muito boa a acomodação que encontraram, realmente é uma excelente opção esse tipo de hospedagem em viagem, aliando custo/benefício/privacidade.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Isa Ueda disse:

      Sim, mas é muito importante pesquisar bem e ver as avaliações sempre!

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